segunda-feira, 20 de julho de 2020

 

Bitaites da Betoneira - Plantel Benfiquista 19/21 - Ataquem-mos!

À hora em que finalizo este texto, JJ está a ser confirmado como o futuro treinador do Benfica. Conquanto muda um pouco o teor, não me faz ir rever todo o texto já produzido. O cimento secou e teria de mandar tudo abaixo. Sabendo um pouco o que é JJ, a discrepância entre o que será a realidade e o que escrevo aqui tenderá a ser ainda maior que nos outros textos, mas sobre o Messias escreverei depois.



Carlos Vinícius - 25 Anos - Fica cralhes!
Se tivessemos um jogador que fosse meio caminho entre Lima e Cardozo, esse jogador poderia bem ser Carlos Vinicius. O único ponta de lança digno desse nome no actual plantel, claro que fica.

Seferovic - 28 Anos - Derreter para fondue.
Se houver alguém que lhe pegue pode levar, que até oferecemos o pão. É só pagar o bilhete de avião e está bom.

Dyego Sousa - 30 Anos - Dá para acabar com o empréstimo mais cedo?
O transfermarkt.com diz que está emprestado até Dezembro. É aproveitar e antecipar o fim 6 meses.

Chiquinho - 24 Anos - Se calhar...
Não é que tenha sido mau, teve até momentos em que foi bom, mas está longe de ser craque. Poderá ter o seu lugar e poderá até ser útil para consumo interno. Resta saber o que o futuro treinador pode fazer dele.

Zivkovic - 24 anos - Está na hora!
Fica complicado olhar para XIs titulares e ver Pizzi e Cervi a titulares, quando há Jota e Ziv no plantel. E nem é que essas posições possam ser onde cada um rende mais, mas sinto que há um grau de exigência para com os jogadores que vai para lá do que eles podem dar ao jogo. Depois de um ano desaparecido em combate voltou e para mostrar que não se percebe porque é que há XIs com Pizzi e Cervi a titulares.

Yony González e Jhonder Cádiz
Nem ponho a idade. É para despachar ainda antes de começar o estágio. Nem para a equipa B, é mesmo para mandar para o caralho.


No capítulo dos reforços este sector é o mais avançado. Pedrinho está contratado, e a avaliar pelos vídeos com os melhores momentos tem sérias dificuldades em controlar uma bola, mas parece poder fazer ambas as alas. O que é que isso quer dizer? Pois...

No capítulo dos regressos, Diogo Gonçalves está de volta. Não sei quais os planos do futuro treinador, mas olhando para o plantel e sabendo que um dia Melgarejo acabou a lateral esquerdo...

Nos regressos parece que também Ferreyra não convenceu o clube onde estava a ficar com ele. Se calhar não era do Bombo, se calhar apanhou outro Bombo. Se estiver ao nível do hype que gerou, há talvez um lugar no plantel para ele, a menos que o Benfica esteja decidido a mandar as cautelas financeiras pela mesma janela por onde mandou a aposta no Seixal, ao ir buscar JJ. Não servindo, há no Rio Ave um tal de Taremi, que daria jeito a qualquer um dos grandes de Portugal, e também ao Sporting.

Aqui mais uma vez dá-me para a tesão Holandesa. Myron Boadu e Calvin Stengs, ambos do AZ seriam bons reforços, com o senão de Boadu já andar na mira de alguns cações do futebol. De qualquer das formas, parece que Gabriel Barbosa (Gabigol para os Brasileiros, Gabilol para quem se lembra dele no Benfica) e Bruno Henrique querem vir com JJ. O facto de jogarem nas mesmas posições de Boadu e Stengs pode ser coincidência. Ou então não!
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sábado, 18 de julho de 2020

 

Bitaites da Betoneira - Plantel Benfiquista 19/21 - O Meio Cheio, Meio Vazio (Campo)

Ia fazer uma piada com a bola progredir da defesa para o meio campo, mas depois percebi que era do Benfica que estávamos a falar e portanto, ao contrário da bola, vou parar um pouco por aqui para continuar a análise detalhadamente tasqueira e estaleiramente insustentada.


Como dito anteriormente, esta análise tão polida e urbana pode estar contaminada pela ausência de um treinador há demasiado tempo. Um treinador, mesmo que razoável, mas treinador, poderá fazer com que alguns jogadores melhorem e se for alguém que os tenha no sítio mandar para o real caralho mais velho umas quantas vacas sagradas. E digo que os tenha no sítio, e não com tomates, por tê-los no sítio tanto dá para tomates como ovários.

Bom, vamos lá então chapar massa...

Julian Weigl - 24 anos - Mas há questões?
Para alguns o culpado de termos perdido o campeonato para o Porto e de Tino não ter jogado.

Porque foi por causa dele que não ganhámos a Moreirense, Setúbal, Tondela, Portimonense e Santa Clara (11 pontos só nesses jogos) e devia estar contratado dois meses antes de assinar e estndo tudo apalavrado não adiantava ter o Tino a jogar.

A culpa foi dele e se ele não viesse o nosso futebol avassalador de pontapé na frente e chuveiro para três pontas de lança que nem sabem muito bem como se hão-de posicionar, teria sido um sucesso.

Excelente a transportar bola e a tapar buracos para colegas, tem-se notado um desnorte em campo que é o equivalente a "foda-se onde é que me vim meter". Esperemos que tenha um treinador em breve que ajude a que isso passe depressa.

Florentino - 20 anos - Fica, caralho!
 
Tapado durante por Gabriel e Samaris, e depois só por Weigl, porque "cenas". O nosso, no ínicio da época, melhor médio defensivo, foi muito criticado pelos adeptos por não ter poder de choque. Poucos desses terão notado que não tinha poder de choque porque tinha o poder de chegar à bola antes do adversário. Normalmente seja em que área do terreno for. E também tem o poder de entregar jogável para um colega. Não deveria ser impossível jogar com Weigl, especialmente quando a concorrência são Gabriel e Samaris.

Samaris - 31 anos - Efharisto Malakas!
Vai para o topo sul, em tronco nu, de megafone na mão a puxar pela bancada. Samaris a presidente dos grupos de adeptos. Rei do Estádio. Esqueçam o gajo do som na cabine, é meter Samaris na bancada com um megafone. E a prometer aos gajos do campo que se não ganham o jogo no próximo treino vai lá com pitons de alumínio ver se trocam a bola rápido ou não.

Se for para jogar, gostámos muito de ti, ficarás para sempre nos nossos corações, mas há que dar lugar aos novos. Ou ir para terceiro central, se o treinador conseguir!

Gabriel - 26 anos - Ainda aqui?
O que quererá o próximo treinador? E será o próximo treinador capaz de dar noções de futebol a Gabriel? Será que a abnegação que revela será suficiente para ficar? Para mim já passou a validade é passar a outro e não ao mesmo.

Adel Taraabt - 31 anos - Adel Akbar
Seria injusto dizer que o médio que mais equilíbrio deu à equipa ao longo do ano seria para dispensar. Não é de todo o que acho que resto. Penso que o próximo treinador terá aqui um jogador acima da média do campeonato, que poderá aproveitar para construir apoiado desde trás. Bom parceiro para Weigl ou Tino, num meio campo a dois, ou para Weigl e Tino num meio campo a três, apesar de ao jogar em posições mais avançadas se desligar um pouco mais do jogo. Pode também ser o suplente de um meio campo de Weigl e Tino.

Pizzi - 30 anos - Pissi...
Alterna o bonzinho com o péssimo, muitas vezes no decorrer da mesma partida. Raramente ajuda o lateral, raramente fecha o flanco. Podemos falar de quanto os laterais direitos não rendem, mas temos também de falar do quanto andam desapoiados. Dono e senhor das bolas paradas, por motivos que ninguém percebe, face a execuções deficientes e acéfalas delas todas (cantos, livres e penaltis). Alguma qualidade com bola e nos movimentos ofensivos deixam entrever o jogador que foi. Será que tem salvação?

Rafa Silva - 27 anos - Dr Rafa e Sr Silva
Já vi neste gajo laivos de JVP. Também já lhe vi laivos de Laurent Robert. No primeiro ano fazia tudo bem, mas a bola não entrava. O ano passado a bola começou a entrar. Este ano fazia mal e a bola às vezes entrava. No final do ano nem faz bem nem a bola entra. Não é de deitar fora para já, que vem aí treinador novo, mas convém perceber se dá mais para o Dr Rafa ou para o Sr Silva.

Cervi - 26 anos - Não Cervi...
Se houver quem faça dele um razoável lateral esquerdo pode ficar no plantel. Se!

Jota - 21 anos - Há questões? Por acaso, há!
Tecnicamente é melhor que todos os outros extremos do plantel. Mentalmente há dúvidas. De certa forma legítimas face à pressão com que sempre entrou de ter de demonstrar em 5 minutos porque é que está ali. É que aos outros é permitido fazerem a merda que querem em campo, enquanto que a este é pedido que seja um Félix e nos dê de mão beijada títulos sem sabermos ler nem escrever. E tudo em cinco minutos!


No capítulo dos reforços, este é o sector onde o quem fica e quem sai mais vai depender do futuro treinador. Não só por ser no meio que tudo se define, mas essencialmente porque as deficiências na defesa e no ataque são de tal ordem que é óbvio que têm de ser reforçados. Já no meio depende do que o treinador que vier pretender para o sector e para o "seu" projecto. Os 3 principais casos, para mim, serão Gabriel, Cervi e Jota. Todos, exepto Jota, para lá da dúvida razoável quanto ao termo "promessas", precisam de alguém que os torne jogadores úteis. Jota precise de quem o ensine a ser decisivo na piscina dos grandes.

Olhando ao transfermarkt.com, e sem estar a par das cláusulas, há vários nomes em cima da mesa. Pedrinho, ala brasileiro, parece já estar encaminhado. Não sei se será o nome que empurra Pissi para o banco, sei é que no negócio dele foi metido um tal de Yoni, que o clube de destino já devolveu, e portanto vem a caminho também. Como estão ambos catalogados como avançados, fica para outro post dizer que estou céptico em relação a um, e quero que o outro se foda bem longe. Quem é quem? Esperem...

No lote dos retornados podem também estar Alfa e Krovinovic. Alfa retornar é piada e de mau gosto. Pensar em ceder Tino ou Weigl para ficar com Alfa é tornar trágica a piada. Até ceder Gabriel para ficar com Alfa é piada. É daqueles que nem um treinador o ajuda. Nas palavras de José Mourinho, isto é o Sport Lisboa e Benfica! Já Krov não sei qual a relação dele com o departamento médico, ou com o clube onde está. Se calhar há para lá umas cláusulas... Diogo Gonçalves depois de um bom ano em Famalicão parece estar pronto para um lugar. Não sei é de quem, nem onde!

Fejsa é outro que pode estar de volta. Espero que para o Memorial Ljubomir Fejsa, para nos despedirmos dele ainda na pré-época, quando der o pontapé de saída do jogo, antes de fazer um estiramento e ter de sair de maca.


Olhando para a equipa B, o único que parece pronto para trazer qualidade é Dantas, com David Tavares a poder ser um reforço musculado e acéfalo.

O principal factor limitativo aqui será o que o treinador quer. Se for um treinador que quer um perfil mais musculado, há jogadores que apesar da sua qualidade terão sempre mais dificuldades em entrar. Se for um perfil de boa decisão, então o lote muda radicalmente. Poucos jogadores cumprem com ambos os perfis e a grande dor de cabeça neste sector será decidir quem fica com base no que pode ou não vir a ganhar, e não tanto pelo que pode dar já. É certo e sabido que seja quem for o treinador, o sector está impreparado para render no imediato e grandes limpezas serão necessárias para arranjar espaço aos reforços urgentes.
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Bitaites da Betoneira - Plantel Benfiquista 19/21 - A (in)Defesa

Prosseguindo na análise detalhadamente tasqueira e estaleiramente insustentada, passamos ao sector que mais cuidados precisa. Aqui não há mesmo grande volta a dar, é implodir e começar de novo. Não se aproveita um. Repito: Não. Se aproveita. Um. Ah, mas o... Mas o caralho é que é!

Claro que esta análise tão polida e urbana pode estar contaminada pela ausência de um treinador há demasiado tempo. Um treinador, mesmo que razoável mas treinador, poderá fazer com que alguns jogadores melhorem.

André Almeida - 29 Anos - Despachar
É fazer um amigável com o nome Memorial Almeidinhos, alinha os 90 minutos e depois passa a director de relações internacionais. Ou isso ou vai dar uma volta ao carrossel. Ou ao bilhar grande. É um útil 26º jogador, para um plantel de 25.

Tomás Tavares - 19 Anos - Guardar
Pode ser daqueles que com um treinador a sério se torne um bom jogador. Para já é um razoável júnior de último ano a quem lhe pedem que seja mais do que pode dar, sem lhe darem sequer as ferramentas para o ser. Vai depender muito do treinador, mas se depender apenas dele, as dores de cabeça por aquele lado podem não ter acabado.

Rúben Dias - 23 Anos - Guardar/Encher os Bolsos
Demasiado impetuoso precisa de um treinador que faça com ele o que Jorge Jesus fez com Luisão. Pode ser que a época mais apagada acabe com os "pretendentes" e fique por cá até se reformar. Pode ser um útil segundo ou terceiro central.

Jardel - 34 Anos - Ainda está cá?
É fazer um amigável com o nome Memorial Almeidinhos e o Jardel entra no fim para dizer adeus antes de ir para o real caralhinho que o foda. Ver a braçadeira de capitão no braço dele é um insulto a todos os centrais que já a usaram, e estou a incluir aqui o Paulo Madeira. Teria dificuldades em lutar por um lugar num plantel que tivesse Tahar e Ronaldo Guiaro.

Ferro - 23 Anos - Vá, tu tentaste...
Demasiado velho para ser uma promessa, fica a dúvida do que um jogador sem noção dos apoios e de tempo de entrada pode dar. Fica também a dúvida se um treinador a sério ainda será capaz de o salvar. Como está é para mandar para longe. Se ainda der para salvar, vamos sempre precisar de um segundo ou terceiro central.

Grimaldo - 24 Anos - Fica, por favor!
Por favor não saias, por favor não saias, por favor não saias...

Nuno Tavares - 20 Anos - Não somos nós, és tu!
Lançado às feras no ínicio da época numa posição que não era a sua, demonstrou ser senhor de interessantes limitações para produto de uma formação que se diz de excelência. Também ausente de excelência têm sido as suas exibições no lado esquerdo. Tem revelado no entanto excelentes lacunas técnicas, sem a desculpa de ter saltado da Liga Revelação para a Primeira Liga. A sua existência e permanência no plantel levantam mais dúvidas sobre o que se faz na formação, do que sobre a falta de qualidade que tem revelado.


Uma da vantagens do portal que usei é que nos mostra também os emprestados. Uma série deles têm datas de regresso para o final da temporada. Agora, todos sabemos que há por lá umas cláusulas e eu não sigo com afinco suficiente os comunicados para saber nem quais são, nem quem já se chegou à frente para as pagar. Abaixo segue um comentário às possibilidades que se abrem caso os jogadores acabem, por artes mágicas, a apresentarem-se no Seixal para o início dos trabalhos.

Pedro Pereira - 22 Anos
Da última vez que o vi era melhor que o Almeida. Penso até que poderia ser melhor que o Tomás. Se isso faz dele um Lateral de nível Benfica? Talvez não, mas que é melhor do que os dois que lá temos é.

Cristian Lema - 30 Anos
Comparado com Jardel e Ferro é o Fabio Cannavaro no pico de forma. Não estou a dizer que é bom, estou a dizer que comparado com Jardel e Ferro parece o Fabio Cannavaro no pico de forma.

Gérman Conti - 26 Anos
Comparado com Jardel e Ferro é o Fabio Cannavaro no pico de forma. Não estou a dizer que é bom, estou a dizer que comparado com Jardel e Ferro parece o Fabio Cannavaro no pico de forma. Soa a repetitivo? Se calhar é porque é...


Olhando para o plantel as necessidades são muitas e não se esgotam apenas na necessidade de um treinador. A nível de centrais há pouco com que trabalhar, nas laterais idem, com particular destaque para as debilidades da lateral direita. Ir à equipa B é uma opção, deveria ser para isso que ela existe.

Já tive um conhecimento mais profundo do que por lá se passa, mas custa-me a acreditar que o João Ferreira seja inferior ao Almeida. Com um treinador de jeito Tavares e Ferreira pode parecer, e ser, insuficiente, mas dará mais segurança que ter Almeida.

No centro do terreno, tivemos este ano uma amostra de Morato. Parecia mais um courato mal assado. Se aquele é o nível da promessa, então tem muita sopinha para comer. Mais perto está Kalaica, que ou dá agora o salto ou então entra no circuito do empréstimo até se ir de vez. Dependendo do treinador, uma outra opção doméstica seria usar Samaris como central.


No mercado internacional há alguns jogadores interessantes. Omar Elabdellaoui, lateral direito do Olympiakos está em fim de contrato, ou a entrar no último ano de contrato com o clube Grego. Seria um upgrade a todas as opções para a lateral direita, e daria a cobertura necessária não só ao flanco como ao jovem que tivesse de evoluir na sua sombra. No centro do terreno Jan Verthongen está em fim de contrato com os Spurs, mas os clubes que já andam a farejar fazem dele uma miragem.

No lote das opções caras há qualidade para ser explorada em Alkmaar. Owen Wijndal seria uma opção para a lateral esquerda, mas dificilmente viria se Grimaldo ficasse. O seu suplente, Thomas Ouwejan, seria mais em conta e um upgrade brutal a Nuno Tavares, apesar de aquém das necessidades actuais da equipa. Teun Koopmeiners, médio e capitão da equipa, é um dos mais promissores talentos na Holanda, e tem actuado com distinção a central. Dá qualidade com bola e segurança a defender.
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sexta-feira, 17 de julho de 2020

 

Bitaites da Betoneira - Plantel Benfiquista 19/21 - A Baliza

No meu último post falava do plantel e do que se espera com esse plantel. Recorrendo ao agregador transfermarkt.com, fui ver o plantel do Benfica. E muita tinta é precisa para se escrever aquele plantel. Em primeiro lugar porque não fala de umas cláusulas que pode haver nos emprestados. Quer os que mandámos, nem os que recebemos. Em segundo lugar, não consegue adivinhar qual dos jogadores que vendemos o ano passado vamos recomprar. O chamado negócio Alfa-Chiquinho.

Portanto, que plantel terá o futuro treinador para orientar? E quem será esse treinador? E o que se espera desse plantel e desse treinador? Como sabem, quem quer análises sérias vai a outro blog, portanto segue aqui uma avaliação de tasco ao plantel do Benfica. Comecemos pelas baliza.

Odysseas Vlachodimos - 26 anos
Tem sido o titular desde que chegou. Muito mal treinado pelo gajo que o Bombo Vitalis tinha a treinar Guarda-Redes, terá sido quem mais beneficou por mudar para a equipa técnica de Placa de Xisto. Tudo indica que a menos que ganhe juízo e o deixem ir ganhar dinheiro para outro lado, ficará por cá. E fica muito bem diria eu, desde que tenha um treinador à altura do clube.


Mile Svilar - 20 anos
Ainda a recuperar do lançamento prematuro, por falar em stress pós-traumático, não sei se o papel de actor secundário é a melhor forma de evoluir. O empréstimo a um clube da Primeira Liga seria uma boa forma de avaliar se serve ou foi erro de casting.


Ivan Zlobin - 20 anos

Do que mostrou este ano não é horrível, mas parece mais talhado para ser o terceiro GR do que o segundo. Que é como quem diz o titular da equipa B.


Bruno Varela - 25 anos

Apesar do profissionalismo e da entrega que teve em Amsterdão, o Ajax preferiu ir buscar Stekelenburg para colmatar a provável saída de Onana, e promover um GR do Jong Ajax para o lugar secundário. Caso o desejasse, poderia ser o nosso secundário, mas o jogo de pés teria de subir muito para estar ao nível de Ody.


Sendo uma posição que requer mais reforço em quantidade de qualidade que outra coisa, o reforço tem de ser bem pensado.

Qualquer reforço nesta posição teria de ser ou um GR que permitisse à equipa melhorar muito, ou um GR que seja uma real alternativa a Ody. 

Cláudio Ramos, ex-Tondela, poderia ter esse papel secundário, mas resta saber se é o passo que quer dar na carreira.

Cilessen está na lista de dispensas do Valência e não sendo um upgrade brutal, poderia ser o jogador que elevava um pouco a qualidade, mas resta saber se quer ele quer Ody estariam dispostos à luta pela titularidade. E se o esforço financeiro compensaria...
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Ganhei o meu campeonato, peço desculpa.

Análise superficial, oca e provavelmente errada, tal como a Ponte Pedro e Inês:


Porto: 

Ganhámos o nosso campeonato, fizemos mais pontos que os outros. Peço desculpa.
Gritámos com os árbitros quando perdemos mas nunca falamos de arbitragem quando ganhamos. Peço desculpa.
Temos a geração mais talentosa do Futebol Português, mas preferimos o choque, o duelo e a canelada. Peço desculpa.
Bater no peito é o nosso modo de vida, agarrar os tomates e fazer caretas o nosso símbolo. Peço desculpa.


Benfica:

Ganhámos o nosso campeonato, fizemos 120 milhões em transferências. Peço desculpa.
Subimos o empréstimos obrigacionista para 50 milhões por haver muita procura. Somos os maiores! Peço desculpa.
Lage o novo Mourinho! Veríssimo o novo Lage, Jesus o Velho Jesus! Peço desculpa.
Rádio, Universidade e Lar de Idosos. Demasiado grandes para Portugal! Peço desculpa.


Sporting:

Ganhámos o nosso campeonato, vendemos o Bruno Fernandes. Peço desculpa.
4 treinadores num ano! mais um record! Peço desculpa.
16 derrotas numa época. mais um record! Peço desculpa.
Adeptos descalços mas fiéis! Outro record! Peço desculpa
Agora é que vamos apostar na juventude! Nada de Jése! Peço desculpa!


Tantas vitórias, tantos feitos e tanto méritos, mas tão pouco futebol.

Peço desculpa.

Picareta Oceano

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quarta-feira, 1 de julho de 2020

 

Quo Vadis Benfica

O momento no Benfica é de reflexão. Com a saída de Lage sucedem-se nomes em catadupa e, com a possível exclusão do Manchester City da Champions, só me admira não ter ouvido ainda falar do empréstimo de Pep durante a duração da proibição.

Falar em nomes no entanto é fácil. E é fácil atirar nomes para o ar e depois virmos dizer que correu mal. Eu sei, porque os elogios e os insultos ao Lage estão escritos por aí e é fácil de ir buscar. Neste momento no entanto o Benfica tem dois problemas para resolver que condicionam todas as escolhas que se possam fazer para orientar a equipa.

O primeiro problema é a direcção. Qual o projecto da direcção para o clube? O que parece evidente é que a direcção não olha para o clube como tendo o desporto como negócio principal. Ou melhor, não olham para o futebol como sendo o principal negócio. Isso pode ser devido a vários motivos, ou por falta de capacidade de investimento, o que vai contra toda a propaganda de largos anos, ou por falta de conhecimento. Há a terceira hipótese de ser por negócios com futebolistas serem negócios que se prestam a esquemas de lavandaria financeira, mas vamos, por enquanto deixar esse de lado.

Ora, a consequência dos dois primeiros pontos, em separado ou em conjunto, é que fica difícil o Benfica conseguir um plantel com qualidade para chamar treinadores de nomeada. Mais difícil ainda, chamar treinadores de nomeada e competentes. Isto limita muito. O Benfica bem pode andar a ligar para os desempregados, mas quem olha para as últimas quatro participações do Benfica nas provas da UEFA, compreende que para esta direcção a Europa não conta. E portanto, na hora de ir buscar um treinador, pedem o normal mais a taxa de se poderem estar a queimar.

O aspecto seguinte é mesmo o plantel. Revi há tempos o jogo que o Benfica de JJ perde no Dragão com o golo do Kelvin. Muitas coisas podem ser ditas. Mantive uma discussão com malta do estaleiro em como do Benfica nenhum jogador seria titular naquele Porto (e por naquele entenda-se naquele jogo), só para me dizerem que dificilmente Matic e Garay ficariam no banco de qualquer uma das duas equipas. Ora, isto de opiniões já se sabe que são como rabos, mas o que é factual é que olhando para o Benfica de hoje, ao nível exibicional que têm estado, nenhum jogador seria titular naquele jogo. E relembro que Ola John e André Almeida eram a ala esquerda titular do Benfica!

Urge portanto definir primeiro o que é o negócio principal do Benfica. Se ser um entreposto de jogadores, se um clube desportivo. É que a forma de gerir um e outro são diametralmente opostos, e os objectivos de gestão não são compatíveis. Só aí poderemos falar sobre quem queremos para treinador. Porque nem todos estão dispostos a virem para cá para terem a direcção sistematicamente a sabotar o seu trabalho e a sua imagem.
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sexta-feira, 5 de junho de 2020

 

Nem tudo foi mau no desconfinamento.

Acordo hoje de manhã, depois daquela serenata ontem no relvado da Luz, e vejo em meu redor a indignação com o empate com o Tondela. Pela parte que me toca, acho toda esta indignação inexplicável. Pode ser de ter visto praticamente só metade do jogo, mas olho para o jogo de ontem e vejo só aspectos positivos.

Para começar, deu para ver que a equipa não está pior do que quando nos confinámos todos. É agradável ver que a equipa de ontem não jogou pior do que o fez frente ao Setúbal. Jogou uma merda contra o Setúbal? Sim, mas eu também não disse que jogaram bem ontem! Só porque a equipa nessa altura ia piorando a cada jogo, conseguir estabilizar finalmente as exibições tem de ser um aspecto positivo. Podem até os mais cínicos dizer que fazer pior era difícil, mas, como todos sabem, o fantasma do #sefossefacil paira por ali e eu pela parte que me toca, não duvido nunca da capacidade da Placa de Xisto igualar Professor Bombo na arte de ter o toque de Merdas (é tipo o toque de Midas mas ao contrário).

Depois é bom ver que a equipa não sofreu golos. Depois de três jogos a sofrer golos daqueles que comprometem aspirações, é bom ver que conseguimos sair incólumes desta partida. Metade do trabalho está feito!

Prosseguindo, denoto que pouca gente tem denotado que conquistámos um ponto ao Porto na luta pelo título. Claro que podiam ter sido três. Ou até cinco, se considerássemos aquele empate estúpido com o Setúbal. Ou que a esses cinco se poderia ter pontuado no Dragão. Ou não perdido com o Braga. Bom, deixemo-nos de especulações, é um ponto conquistado numa altura em que já só oferecíamos pontos e vejo aqui um dedo da Velha Raposa, quando dizia que se não podes ganhar ao menos que empates. Está certo que é contra Tondela ou Setúbal, mas um ponto é um ponto e é melhor que nada e vice-versa. A última frase não fez sentido? Querem ver que a forma de jogar da equipa fez...

Outra coisa boa do jogo de ontem foi que não acabámos com três pontas-de-lança em campo, o que representa uma evolução táctica clara do Placa de Xisto. Claro que ainda tiramos o único médio que liga a defesa com os outros sectores para meter mais um tronco na frente. Mas desta, em vez de tirar Taraabt para meter o terceiro ponta de lança, Placa de Xisto optou por tirar o único ponta de lança que sabe controlar uma bola. Para mim, clara evolução táctica. Ainda no lote de evoluções tácticas, foi agradável de ver que afinal Pizzi não tem lugar cativo para os 90 minutos. Não que eu tenha descoberto por ver o jogo, uma vez que desliguei a TV por alturas em que saiu Vinicius, por achar que juntar Seferovic ao que estava a ser o jogo era demasiado masoquismo, mas porque vi nos resumos de hoje que afinal o Jota ainda é vivo. Compreendo porque é que Pissi ficou tanto tempo. Afinal havia a possibilidade de haver um penalti para falhar, ou um canto para marcar mal, ou um livre para cruzar para a linha lateral, ou apoio a defender para não dar ao Almeida. Tudo coisas em que Pissi se tem excedido nos últimos meses e que justificam plenamente a aposta continuada. Um jogador à imagem do seu treinador.

Pela minha parte, mal posso esperar pelo próximo jogo. Valeu a pena ficar em casa dois meses sem ver bola rolar. É deste futebol que todos tinhamos saudades. Agora se me desculpam, vou ali rever a masterclass de Xavi Hernandéz na manita que o Pep espetou no Mou, antes que aquela colher de café me queira arrancar os olhos!
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quinta-feira, 26 de março de 2020

 

Amor em tempos de coronavírus

ou de como o Gabriel, o Garcia e o Marques* não resistirão a uns meros cem dias de solidão auto-imposta.


Na ausência de eventos desportivos com que entremear os períodos de teletrabalho, é difícil impedir que o pensamento se disperse por questões aleatórias. E isto mesmo sem o contributo das rotineiras deslocações casa-escritório-casa, esses quilómetros tão cheios de enleio mental de curto prazo, sempre abruptamente encerrados e esquecidos com o bater da porta do automóvel.
Dei por mim a pensar, mergulhado numa sensação efervescente de fritura cerebral proporcionada por um turno algo mais extenso, num jovem tratante (não tão jovem assim) de minha conhecença que, estando a descrever uma determinada pessoa, inquiriu seus interlocutores: «Sabeis o que é um esteio? Assim daqueles mesmo grandes? Pronto, é assim que ela é!». Ela, obviamente, a respetiva enamorada, entretanto desposada. Não é uma coisa bonita, o amor?
Quem feio ama, bonito lhe parece, já lá diz o povo, na sua imensa… digamos, na sua imensa. Quem diz feio, diz esteio, diz tronco, diz cepo, diz pés-de-tijolo, acrescento eu. Não causa espanto, assim sendo, que tantos amem os ditos esteios, troncos, cepos, pés-de-tijolo que pululam (não tanto por estes tempos, mas haverão, enfim, de repulular) pelos relvados deste mundo. Resta, porém, saber se esse amor é verdadeiramente cego, ou se é um amor consciente, como o do espontâneo carroceiro de que falei.
Porque há uma imensidão a separar os que amam cepos sem o saberem dos que amam cepos com plena consciência do facto; sensivelmente a mesma que separa aquele refugiado sob o soalho que espirra inadvertidamente quando a patrulha nazi está a vasculhar a casa e o septuagenário que hoje sai de casa para comprar raspadinhas e jogar ao dominó enquanto tosse de boca aberta e se ri com desdém do histerismo colectivo.
Quanto ao futebol, perdoe-se os primeiros, porque não sabem o que amam, mas reneguemo-los se, instruídos da verdade, permanecerem no erro, tal como renegamos os que já aí se encontram. Mas, sobretudo, reneguemos os que, falaciosamente, pretendem associar a nomeação de cepos, esteios e quejandos a uma qualquer perspectiva xenófoba, racista ou, de qualquer outro modo, preconceituosa.
Que epíteto se atribui a um médico-cirurgião que, ao invés de curar, piora as maleitas dos seus pacientes? Talvez carniceiro. Ou que será um gestor incapaz de controlar as suas contas? Talvez um nabo. Ou até mesmo um artista incapaz de moldar uma cara que se assemelhe a uma cara? Talvez um trolha. O que somos nós, aqui? Sem dúvida, trolhas. E, porém, assim chamamos a cada uma dessas pessoas sem que tenhamos de saber, dos seus mesteres, mais do que aquilo que se vê ao largo. Apenas e só porque se torna evidente o quão diversas são as suas qualidades em comparação com os demais colegas de profissão.
Por que razão, então, hão-de estar os futebolistas isentos desta forma de tratar? Não será, isso sim, um preconceito infantilizante? Um qualquer tipo de chuteiras e equipamento do FCP não é um cepo por ser branco, preto, castanho, amarelo ou cor-de-rosa às riscas. É cepo porque, não obstante ser muito melhor no que faz do que os que aqui se sentam no andaime para mamar umas minis e expelir uns gases, é evidentemente incapaz de desempenhar a sua função de forma proficiente. No fundo, pode ser chamado de cepo porque o ser-se cepo não olha a raças, credos ou géneros, olha apenas a uma bola que foge dos pés como (dizem) o diabo foge da cruz.
Tal como as palavras me começam a escapar da mente, substituídas por esta mágica sonolência a que, finalmente, me abandono, como um esteio. Sabeis o que é um esteio? Assim daqueles mesmo grandes? Pronto, é assim que aqui fico, até amanhã, em que outros esteios se erguerão.


* Gabriel, Garcia e Marques são, obviamente, os três neurónios que preenchem o meio-hipocampo no esquema táctico-sináptico deste que aqui divaga.

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segunda-feira, 16 de março de 2020

 

Conversas no Andaime S2 EP16: dentro da casa de arrumos

Bom dia Coronas,


Os pedreiros estão proibidos de trabalhar e nem conseguem avaliar as obras dos outros, porque essas também elas estão encerradas.

Assim sendo, fomos para a casa de arrumos, abrimos os tintos, as cervejas e o Gin e valeu tudo.

Por isso, e numa só palavra, ALENITCHEV madafukers!

Podia repetir o aviso habitual de NSFW ou cuidado com as crianças, mas já deve estar tudo pirado da cabeça, portanto safoda, ouçam como quiserem.







Fiquem em casa seus cabrões!

Picareta Oceano
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sexta-feira, 6 de março de 2020

 

Ecos do Twitter - BCool a dizer cenas

O nosso mui estimado trolha menos trolha do podcast, teve uma intervenção no Twitter que muito me agradou. Nem pelo tom calmo e ponderado de raiva contida pela responsabilidade de ser a voz da razão.

Com a devida autorização, segue abaixo a sequência:

Estou a considerar seriamente deixar de ver os jogos do Benfica do Lage. Na época passada, desiludiu-me pois no final de Março, início de Abril, percebi que nunca seria um treinador de posse, mas sempre de transição. No entanto, Félix ia conseguindo ligar o jogo e com o boost da saída de Rui Vitória, conseguiu criar uma dinâmica positiva que levou merecidamente o Benfica ao título.
Porém, com a saída de Félix tudo se começou a desmoronar. Primeiro tentou adaptar um avançado centro à posição de segundo avançado para substituir o Félix como jogador de Ligação. Resultado, a aposta em Seferovic que esbanjava ocasiões, acabou por levar à desmoralização de um avançado que apesar de uma meia má época saiu pelo "mesmo" valor do que foi gasto no seu passe. Aceitando ser mais um treinador do Seixal, aceitou que as laterais tenham como [suplentes] jogadores da formação que, apesar do potencial, não demonstram dominar os conceitos básicos (contenção e cobertura) em termos defensivos.
Acontece, que ao contrário da formação, o Benfica joga com equipas que atacam regularmente e ao terem que jogar, as suas carências são claramente expostas. E são expostas, porque colectivamente a equipa é muito fraca em termos de organização e transição defensivas. Com as constantes lesões de Almeida, Tomás Tavares tem sido queimado em fogo vivo, porque a equipa não defende colectivamente.
Actualmente, o Benfica está sem confiança e por isso desperdiçou várias oportunidades até Lage ter decidido, mais uma vez, amputar a equipa. Meter 2 avançados centro, tirando o médio mais esclarecido, Weigl, é só idiota. A equipa embalada ainda durou 5 minutos depois desta substituição, mas o Moreirense percebeu que tinha a oportunidade de sair com perigo pois o equilíbrio que Weigl conferia à equipa, perdeu-se. Grimaldo, Rafa e Pizzi apresentam desempenhos muito abaixo do que podem e sabem. Perante as dificuldades, o Benfica limita-se a centrar como se não houvesse amanhã, sem critério nem inteligência.
O grave, é que desde o Porto que repete a brincadeira, são já 4 os jogos e ainda não teve quaisquer resultados, mas insiste. Enquanto treinador, para mim, é uma enorme desilusão. Já não é solução, é o problema. Lage tem que sair (...).
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quarta-feira, 4 de março de 2020

 

Obra Adjudicada por uso Capião: Dominó de Substituições à Lage

A obra açambarcada hoje foi publicada no magnífico blog Benfiquista Ontem Vi-te no Estádio da Luz.

Há uns dias analisei o jogo com o Shakhtar e nessa análise destaquei alguns posicionamentos e individualidades que me saltaram à vista.
Algo de que não falei foram das substituições. Ponderei falar mas tinha o foco noutras situações, até porque as mexidas de Lage no decorrer de 90 minutos já têm sido motivo de vários debates.
Mas hoje terei de falar disso. É que ontem o Benfica empatou com o Moreirense na Luz e assim perdeu a liderança e o maior destaque do jogo é sem dúvidas as substituições de Bruno Lage.
Já é recorrente. Já perdemos demasiados pontos em jogos em que Bruno Lage parece simplesmente sabotar qualquer tipo de reacção da equipa.
Como é que é possível que este treinador tenha uma ideia tão arcaica do jogo? Como é que é possível que Bruno Lage, sim Bruno Lage (!!!), seja um treinador que desvaloriza de forma tão drástica a qualidade de um futebol apoiado e as vantagens da exploração do espaço interior? Como é que possível que Bruno Lage tenha sempre como solução - para jogos com resultados desfavoráveis - a largura das alas e o bombeamento de bolas para a área?
São vários jogos já a recorrer a essa “filosofia” e ontem foi miseravelmente à descarada.
Vejamos. O Benfica tem um problema no processo defensivo? Tem. Contudo o Moreirense nem estava particularmente interessado em atacar e muito menos em pressionar a nossa primeira ou segunda zona de construção. Fizemos 45 minutos onde fomos superiores. Sem brilhantismo, sem esmagar, mas fomos superiores. Taarabt a fazer um jogão nas suas incursões pelo centro do terreno, Weigl finalmente a aparecer em terrenos que lhe são mais favoráveis - portanto mais avançado e mais próximo da construção de jogo. Foi o nosso forte na primeira parte, aquilo que Taarabt, Weigl e até o Pizzi nos estavam a oferecer num futebol criativo, de apoios e de bola no pé. Fomos a zero para o intervalo. Entrámos por cima do jogo. Com o Tomás mais solto e a aparecer com maior frequência no ataque e na área adversária. Mais velocidade com bola e na decisão, maior pressão, linhas mais juntas. Foram 15 minutos de grande superioridade encarnada.
Apesar da superioridade, apesar de termos o Moreirense encostado às cordas, apesar de estar claramente a cheirar a golo encarnado na Luz, Bruno Lage, com mais de meia hora para jogar, desespera. Começa a panicar. E assim faz o que faz sempre e lança um ponta de lança para a molhada.
A opção de colocar um segundo ponta de lança em campo de forma a abrir as marcações de uma equipa tão recuada não é nenhum absurdo. O desespero é a ideia por detrás da mexida.
Tira um médio e coloca um ponta de lança fixo. Mais um homem preso entre os centrais. Com isto tira obrigatoriamente algum jogo criativo e de progressão em apoios à equipa. Com isto passa a mensagem que começou a hora do chuveirinho. E para piorar tira quem? Weigl. Portanto não só esta substituição retira um criativo do jogo entrelinhas fazendo-o recuar – Taarabt – como ainda faz sair do jogo aquele que estava a ser o principal apoio à posse.
A ter de escolher entre Samaris e Weigl, Bruno Lage escolhe Weigl. E até poderia ser uma opção de cautela defensiva – apostando em maior risco ofensivo optaria por um único médio mais agressivo sem bola. Mas Samaris tinha amarelo. Logo foi uma escolha de estilo de jogo - entre um médio de progressão em apoios pelo jogo interior e um jogador de lançamentos longos, Bruno Lage optou por um bombardeiro no meio-campo.
Este foi o primeiro passo de Bruno Lage para sabotar a vitória e a liderança encarnada. Logo depois surge o golo do Moreirense e aí Bruno Lage entra numa total espiral depressiva.
Com pelo menos 25 minutos para darmos a volta ao resultado, Bruno Lage acredita que a única solução da equipa é abdicar totalmente do jogo interior e passar a lateralizações e lançamentos longos.
Assim a primeira reacção de Lage ao golo sofrido foi tirar Rafa. Apesar de não estar na melhor forma Rafa é craque. O Benfica tem de criar oportunidades de golo e Bruno Lage decide tirar o Rafa. E isso para lançar Cervi, um jogador ofensivamente muito inferior. E nem é só de qualidade individual que se fez esta substituição. Não. A opção de Lage passa por tirar um jogador de ataque que constantemente procurar os espaços interiores para progredir e incorporar na área, e no seu lugar colocar um outro jogador que irá manter a equipa mais aberta, que se irá posicionar lá na ala esquerda na procura do espaço para cruzamentos – seus ou do lateral. Sim, até Grimaldo nesta ideia de Lage é obrigado abdicar do seu ponto forte, incursões pelo centro, para jogar colado à linha.
Não satisfeito e continuando nesta sua ideia, três minutos depois Lage comete mais um pecado.
Para última substituição Bruno Lage tira Taarabt. Atenção, o Benfica tem de marcar dois golos e depois de tirar Rafa do jogo tira Taarabt. O marroquino não só estava a ser o melhor em campo como é também o jogador mais criativo e talentoso do plantel. Se havia jogador capaz de descobrir e criar espaços de incursão na área, tanto para si como para os seus companheiros, esse jogador era Taarabt. Pois bem, Bruno Lage retira Taarabt do jogo e diz que foi por o marroquino se estar a agarrar demasiado à bola. Pois, Bruno Lage não queria bola no pé, queria bola batida para o ar.
E o dominó continua a tombar. É que esta mexida não só nos retira o mais talentoso e melhor em campo como ainda faz recuar Pizzi. Mais uma vez se repete a premissa da primeira substituição - Bruno Lage não quer um jogador de condução mas sim um jogador mais apto a bater bolas. E assim Pizzi é retirado da zona onde faz a diferença - próxima dos avançados e das zonas de finalização - e é arrastado para um meio-campo a dois com instruções de baterem longo.
Mas e quem entra? Quem é o ás de Bruno Lage para a reviravolta no marcador? Sim foi Jota. O que raio tem dado Jota a este Benfica para ser ele a opção? Jota entra e é logo encostado à direita. E eu pergunto: Jota não é aquele jogador que actua preferencialmente no lado esquerdo para puxar a bola para dentro? É. E o “para dentro” é o problema. Então Jota é encostado à direita. Bem aberto à direita. E é isto que Lage faz à equipa.
Somos melhores. Estamos melhores. Temos boas exibições e estamos a cheirar o golo.
Tudo isso a jogar com a seguinte equipa:
Dois centrais que batem na frente mas ambos capazes de jogar entrelinhas se tiverem apoios. Dois médios a dar posse de bola à equipa – tanto pela recuperação como pela sua qualidade com bola. Um de futebol mais longo e outro de futebol em apoios. Um trio de médios mais ofensivos muito criativos e a explorarem o espaço interior. Dois laterais com possibilidades de subirem aproveitando este posicionamento dos 5 médios em futebol mais interior. E um ponta lança, um homem golo, um homem a tentar usufruir do espaço que todos os outros lhe podiam ir criando.
E Lage decide mudar tudo drasticamente:
Retira o jogo interior. Assim tem em campo dois defesas para baterem longo, e dois médios para... baterem longo. Dois laterais bem abertos e colados à linha a dar abertura. Dois extremos bem abertos e colados à linha a dar abertura. Dois pontas de lança presos junto aos defesas a procurar espaços de finalização.
Bate, corre, abre, centra. Bate, corre, abre centra.
E foi assim que Bruno Lage sabotou mais uma reacção da equipa. Foi assim que Bruno Lage voltou a provar que não sabe o que está a fazer a este nível. Foi assim que Bruno Lage continuou a provar que não sabe o que a equipa faz bem nem o que a equipa faz mal. Foi assim que Bruno Lage se voltou a apresentar.
Uma dor.
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

 

Cada dia de Sporting são 7 de Benfica

Estimado Rogério e Frederico,


Quando António Guterres renunciou ao cargo de primeiro-ministro após a derrota nas autárquicas os requisitos formais para a sua destituição por terceiros não estavam cumpridos, nem pela forma, nem pelo conteúdo.

O que o Guterres "leu" foi um descontentamento generalizado por parte da população, percebeu que o que estava em causa era um juízo negativo do seu mandato e pôs-se a andar para ser irrelevante noutros cargos (com grande sucesso, diga-se).

Vimos no passado fim de semana o melhor do Sporting, um pavilhão cheio a apoiar uma equipa de futsal com todo o fervor clubístico que torna o Sporting tão especial.

Vimos também, paradoxalmente, uma manifestação plena de Sportinguismo, de todas as idades e sexos, a manifestar-se publicamente contra a actual direcção.

Estes eventos enchem-me o coração: "Ainda não estamos mortos. Ainda".

Depois vi o pior, a agressão ao Miguel Afonso e à filha, de 16 anos apenas.

Mas a minha opinião é a seguinte:

1) Quando tens uma larga base de adeptos a pedir para ver as filmagens (algo que não é correcto, mas que até eu pedi), desconfiando da credibilidade dessa agressão, algo não está bem na relação entre sócios e direcção;

2) Quando tens 3000 pessoas a aplaudir o futsal e outras tantas no exterior do espaço a pedir a demissão do presidente, algo não está bem na relação entre sócio e direcção;

3) Se mentimos de forma contínua, seja sobre "dificuldades de tesouraria" ou outra coisa qualquer, se somos constantemente apanhados nessas mentiras e perseveramos nesse caminho, algo não está bem na relação entre sócios e direcção;

Quando vemos este amor ao Clube expressado de tantas formas e nada, NADA desse amor é dirigido à direcção, deveria haver lugar à demissão dos corpos sociais e à marcação de eleições.

Eleições essas onde gostaria de ver o Rogério e o Frederico novamente a concorrer. 
Finalmente veríamos se estes orgãos sociais são amados ou apenas irrelevantemente Guterristas.

Cada dia de Sporting são 7 do Benfica.




Picareta Oceano
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

 

Conversas no andaime S2 EP13: os 4 desiludidos

Boa noite picaretas,


O Moussas é gerontófilo, atrasou o início do Podcast por estar a ver uma velha senhora decrépita.

Entretanto jogou-se a taça da Liga para apurar o Campeão de Inverno, cujo vencedor foi o Sporting de Braga, coroando o novo Rei do treino em Portugal, o Ruben Amorim.

Entretanto o Moussas e o Oceano estão de rastos com a qualidade futebolística dos seus respectivos clibes

O Benfica iniciou a jornada da Liga Nos e levou uma rabecada dos nossos comentadores de serviço, para não variar.

Somos os 4 desiludidos e o Alexandre Dumas nunca escreveu sobre nós.





Como sempre, NSFW


Picareta Oceano
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Conversas no Andaime S2 EP12: um devaneio de 12 minutos

Estimado Picaretas,


Com um atraso provocado por uma falha técnica, colocamos à vossa disposição este episódio gravado no Domingo, dia 19.

Analisamos o derby, favorável ao Benfica e assistimos a um meltdown do Oceano, provocado pelo melhor ano de sempre do seu clube.




Como sempre, NSFW.



Picareta Oceano
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

 

Conversas no Andaime: S2 EP11 - Tá Turbinada

Bom dia estimados picaretas,


Decidimos, mais uma vez, inovar.

Face à mediocridade do Futebol por cá praticado, optámos pelo ecletismo musical, de Nirvana a Ana Malhoa, passando pelo "Tetas da cabritinha".

Trabalhamos para a expansão de horizontes, para a verdadeira discussão dos factores que movem a motivação humana e sua felicidade.

Somos o João Paulo Sartre, se ele fosse cantor Pimba. Ou talhante. E vivesse em Cuba, no Alentejo profundo.

Como sempre, ouvir com cautelas, não vá o patrão pensar que sois desocupados.








Picareta Oceano
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