quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

 

Conversas no Andaime: S2 EP11 - Tá Turbinada

Bom dia estimados picaretas,


Decidimos, mais uma vez, inovar.

Face à mediocridade do Futebol por cá praticado, optámos pelo ecletismo musical, de Nirvana a Ana Malhoa, passando pelo "Tetas da cabritinha".

Trabalhamos para a expansão de horizontes, para a verdadeira discussão dos factores que movem a motivação humana e sua felicidade.

Somos o João Paulo Sartre, se ele fosse cantor Pimba. Ou talhante. E vivesse em Cuba, no Alentejo profundo.

Como sempre, ouvir com cautelas, não vá o patrão pensar que sois desocupados.








Picareta Oceano
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

 

Conversas no Andaime S2 EP10: #FutebolComTalento

Bom dia estimados Lampiões, Lagartos e Andrades,


Em dia de clássico a maralha juntou-se e decidiu espalhar magia sobre os mais diversos acontecimentos.

Era suposto ser sobre o Vitória-Benfica, o Sporting-Porto mas acabamos, como em quase todas as nossas obras, por derivar para outras coisas. Porque podemos.

Oceano, Robocop, Moussa e BCool receberam mais um convidado sonante, o grande Pass_To_Play do twitter, renomado analista de futebol e conhecido por ser forreta, foi pedir a devolução do dinheiro gasto para ver o Sporting-Porto. Estranho, tanta foi a qualidade demonstrada que a justificação só pode ser agarrado ao dinheiro.


Ainda assim, com todos os insultos possíveis e imaginários, escalpelizamos estes dois jogos, atribuímos os prémios Pica D'Aço e pedimos novamente a demissão de Frederico Varandas.

Tudo isto em menos de 3 horas, o que é meritório.

Aqui ficam os links:





Como sempre, tirem as crianças de perto deste chavascal.

Picareta Oceano
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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

 

Picas de Aço 2019

Boa tarde Estimados picaretas,

Quase chegados a 2020, vamos ao 2º ano dos prémios Pica D'Aço, que premeia o que de melhor tem a nossa Liga: os enormes penedos que os clubes se permitem ter nos seus planteis.

Sem mais demoras, anexamos o a nossa lista de premiados, estou certo de que vocês vão adorar:

GR
-Miguel Silva (Vitória Guimarães)
-Renan Ribeiro (Sporting CP)

DD:
- Nuno Tavares (SLBenfica)
- Renzo Saravia
- Ilori (Sporting)

DC:
- Neris (Boavista)
- Ricardo Costa (Boavista)
- Pepe (Porto)
- Ilori (Sporting)

DE:
- Cristian Borja (Sporting)
- Ilori (Sporting)

MCs
-Fejsa (SLBenfica)
-Samaris (SLBenfica)
- Danilo (Porto)
- Eduardo e Doumbia (Sporting, 2 não valem 1)

MD
- Manafá (Porto)
- Jovane Cabral (Sporting)

ME
- Franco Cervi (Benfica)
- Yannick Bolasie (Sporting)

AV
-Seferovic (SLBenfica)
-Marega (FCPorto)
- Jese (Sporting)

Treinadores:
- Lito Vidigal (Boavista)
- Qualquer treinador Careca (com excepção do Guardiola)

Feliz 2020 para todos os adoradores de cepos.


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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

 

Conversas no Andaime S2 EP09: O episódio CCB

Boa tarde estimados picaretas,


Este episódio, tal como o grandioso CCB, vê a luz do dia com muito tempo de atraso.

É igualmente o episódio mais incorrecto de sempre. Por isso, se pertences à geração Snowflake, vai ouvir outra coisa qualquer que isto é para gente que não se ofende com facilidade.

Como sempre, NSFW e afastem as crianças desta putaria sem vergonha.






Picareta Oceano
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

 

Homens Demolidores

Foi uma grande vitória a que o Benfica conseguiu no Bessa mas impõem-se que se comecem os elogios por outro lado.

Comecemos pois por justamente homenagear o Boavista e o seu treinador Lito Vidigal. Como se sabe a mística aqui do Estaleiro fazemos questão de elogiar as picaretas futebolísticas do nosso futebol. Depois do que se viu ontem, o nosso silêncio para com o que o Boavista faz seria só injusto.

Poucas equipas terão em tempos recentes conseguido conjugar tal mistura de desprezo pelo jogo e pela integridade física do adversário como este Boavista e nesse sentido uma palavra amiga para a dualidade de critérios que Jorge "Super Dragão" Sousa demonstrou ao longo de toda a partida. Quando vemos o que o Boavista faz em campo e vemos que estão em 5º na tabela classificativa pensamos que merda de Liga é a nossa e quão protegido é este bando de hooligans? É de todo inaceitável que este Boavista a jogar desta forma acabe partidas com 11 em campo. Até 10 é inacreditável, mas a julgar pelo que Jorge Sousa mostrou ontem, a realidade deve ser mesmo essa e o ex-super dragão deve estar longe de ser o único conivente com esta espécie de MMA na relva.

Quanto ao jogo foi uma vitória justíssima da única equipa que procurou jogar futebol. E se noutras ocasiões o termo futebol teria de ser interpretado num sentido mais abrangente, como por exemplo futebol americano, neste caso é mesmo do desporto rei que falamos.

O Benfica começou bem a querer jogar e a ver todas as suas saídas a serem assassinadas à partida por entradas com graus de periculosidade variante, mas que ora passavam em claro ora nem admoestação mereciam. E o espanto maior nesta fase é como a equipa se recusava a alinhar no cruzabol tão presente em vários momentos negros. Aliás, a jogada rápida em que Vinnie Golos abre o marcador mostra uma saída rápida, um passe longo (e não um chutão para a frente) e uma recepção e finalização de exxxcelência. Sim, meti três xizes só para mostrar o quão pornográfica foi a jogada! O único espanto para todos os que seguiam a partida é como o árbitro não anulou o golo para assinalar uma falta sobre Cervi.

Com o golo de vantagem o Benfica remeteu então ao modo "dar uma hipótese". A verdade é que aquele modo de chutão na frente fez uma aparição e os neandertais do Bessa chamaram-lhe um figo. Com o jogo a ser remetidos aos duelos físicos por bolas pelo ar, veio ao de cima a vontade bovina dos do Bessa marrarem em tudo o que fosse vermelho. E sujeito a transições rápidas por perdas de bola evitáveis, as fragilidades do processo defensivo do Benfica vieram ao de cima e são ilustradas na jogada do golo do empate.

A verdade é que aquela seria a quarta, para não dizer sexta ou séptima, vez que o Boavista tentava aquela jogada. Chamar a equipa do Benfica para a sua esquerda, bola longa num extremo bem aberto, Tomás Tavares sem uma gotinha de noção, extremo para dentro, Pizzi batido pelo seu movimento, Ruben Dias a por dois avançados em jogo e Ferro a controlar aquela gaja boa na bancada, Vlachodimos a não medir bem os tempos de saída e golo fácil do Boavista.

Na segunda parte e a perder, porque um empate naquelas condições era uma derrota, o Benfica voltou ao modo jogar à bola. Só que mais uma vez, depois da vantagem, o Benfica entra em modo oferecer jogo ao adversário. Durou pouco no entanto. Após um susto ou outro, lá voltou a normalidade e os pitbulls adversários já não tinham a frescura do início da partida.

Terá sido a melhor partida em tempos recentes, mas isso diz mais da merda que temos andado a jogar do que propriamente termos feito um jogão. Com a equipa fora da Champions e tremida na Taça da Liga, a verdade é que Lage começa a entrar no modo que realmente gosta, o de ter poucas coisas por que lutar e nos cingirmos apenas aos mínimos olímpicos. Alimenta, mas não satisfaz.

+

+ Vinnie Golos. Golos. Movimentações. Bem ligado com os colegas. É isto que se diz por aqui de Vinicius desde os 5 minutos que fez na primeira jornada. Se Lage lesse mais o Estaleiro, sofríamos todos menos.

+ Taraabt. Fundamental a dar equilíbrio na hora de defender, primeiro construtor de jogo, como gostamos de boa construção por gajos gordos e amigos da pinga, temos de o meter aqui. Mas muito contrariados! ;)

+ Chiquinho. Tanta porrada levou. Tanta, tanta, tanta porrada levou, porque só assim aqueles calhaus com pernas do Bessa é que conseguiam travar a magia que traz. Elo perfeito entre Pizzi e Vinnie Golos, quem quer futebol no jogo do Benfica gostará dele. Ganha o lugar aqui a Pizzi pela porrada que levou.


Tomás Tavares. Foi mau que dói. Lá para o fim lá teve uma ou duas incursões pelo meio campo das batatas de xadrez que fazem alguns esquecer que nunca soube controlar o seu lado na hora de defender, e passou a maior parte do jogo a não dar soluções no ataque. Nota-se que passou da piscina dos pequenos para o lago dos tubarões. É para evitar merdas destas que há uma equipa B. Está na merda colectiva que dá origem ao golo da vantagem Trauliteira.

Jorge Sousa. Que real monte de esterco com um apito na boca. Dualidade de critérios aberrante, a perdoar uma expulsão por vermelho directo e, a fazer fé no critério para amarelar jogadores do Benfica, mais umas quantas por acumulação. O seu critério para arbitrar faltas do Boavista foi assim: se é só falta não marca, se é para amarelo assinala, se for para vermelho dá amarelo.

Lito Vidigal. Equipas que não jogam como este Boavista não joga, deviam ser corridas para o campeonato do Inatel. Não me fodam. Elogiar Lito Vidigal é não ter noção.
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domingo, 1 de dezembro de 2019

 

De Vinnie Goals a Gabriel, o Otário

Muitos Benfiquistas terão descoberto esta semana, por entre o golo ao Leipzig e o hat-trick ao Marítimo, que Carlos Vinícius é de facto reforço e os 17 milhões que se retiram da habitual chapa do carrossel correspondem a um efectivo reforço do plantel. O tipo de dinheiro que, no fundo, quem pede que haja investimento no plantel defende. Claro que ajuda estar a ser comparado com Seferovic, um tipo que tem mais buracos nos pés que um queijo Suíço, mas a verdade é que o Brasileiro apresenta o mesmo tipo de movimentos e definição com bola desde a primeira jornada, em que marcou com poucos minutos em campo.

A titularidade de Vinícius, se virar moda face à indisponibilidade do Emmental, afigura-se como uma má notícia para os adversários domésticos. Especialmente se a isso juntarmos o entendimento que Pizzi e Chiquinho começam a apresentar. É que foi sob o signo desta tripla que se construiu uma vantagem e um atropelo aos insulares que fazem com que o mais distraído se tenha esquecido que, quando Vinicius assiste Pizzi para o primeiro golo fazia sentido dizer que o golo surgiu contra a corrente do jogo. Sim foi aos 8 minutos, sim foi na Luz, mas até então quem tinha mandado no jogo era o Marítimo, que tinha inclusivé conseguido em duas ocasiões entrar na área do Benfica com perigo e facilidade. Menos de 10 minutos depois os papéis invertem-se. Nova jogada no lado direito do ataque do Benfica e Pizzi assiste Vinnie Goals. E o jogo verdadeiramente acabou aqui. O Marítimo morreu animicamente e o Benfica cresceu, aposto tudo no lado direito e com toda a naturalidade chega ao terceiro golo, num centro rasteiro de Pizzi que o Guarda-Redes Maritimista não consegue segurar nem desviar e depois alguma infelicidade de um defesa que não consegue impedir o remate de Vinicius de se alojar na malha lateral. Festa nas bancadas e um manto de amnésia colectiva sobre o que se passara a meio da semana em Leipzig.

Ao intervalo, com o jogo arrumado, Lage decide dar descanso a Almeida, que não teve nada que fazer a nível defensivo, e mantém Gabriel em campo. Esta permanência vai ser importante. Não pelo resultado, que ainda seria aumentado com naturalidade, mas pelo que são os sinais preocupantes de incapacidade de Lage em gerir a equipa e o banco. Gabriel, a meio da primeira parte, havia levado um cartão amarelo por uma entrada desnecessária e fora de tempo. Não estava a conseguir ligar jogo. Não estava a conseguir recuperar bolas. A presença de Gabriel em campo servia fundamentalmente para o trabalho de Taraabt parecer bom. E se Gabriel acabaria por ser expulso por uma outra falta extemporânea, excessiva e desnecessária, ninguém pode em abono da verdade dizer que ficou surpreendido com isso.

Continuando a jogar com menos 1, o Benfica continuou a controlar o jogo e a falhar algumas ocasiões. A sensação que a partida estava arrumada estava firmemente presa na mente dos 22 jogadores em campo e no Benfica todos queriam picar o ponto. Pena não se ter chegado a uma daquelas de dois dígitos, mas ficamos com os 4 que dão a ilusão que somos grandes. Como se viu a meio da semana, na piscina dos grandes não passamos de um Vizela...

+

+ Pizzi. Capitaneou o meio campo, assistiu por duas vezes Vinicius, abriu o marcador a passe do Brasileiro, ajudou a fechar o flanco direito e ainda deu uma mãozinha no meio campo. Havia sido fundamental em Leipzig, sendo o de facto lateral direito nesse jogo, e manteve a sua preponderância em evidência nesta partida. É o verdadeiro barómetro do futebol Benfiquista.

+ Vinícius. O Vinnie Goal da equipa, está para as balizas adversárias como Vinnie Jones estava para as pernas dos adversários. Ponta de lança a fazer lembrar algumas lendas, com presença de área. Não é só encostador, tendo uma noção de colectivo que lhe permite fixar adversários e combinar com colegas.

+ Chicaraabt ou Taraaquinho. Ia meter aqui só Chiquinho. Esteve nas jogadas que deram golo mas revela que quer ele próprio um e está com demasiada ânsia para isso. Foi dele o primeiro sinal de perigo e foi um grande remate dele que dá origem ao quarto da equipa. Só que com a expulsão de Gabriel Taraabt merece uma menção. Já em Leipzig, onde somou uma assistência e meia, havia sido o elemento de ligação entre defesa e ataque, e aqui, num jogo onde teve mais espaço e tempo para jogar, assumiu que a Liga Portuguesa é um aquário à sua medida. Recuperou bolas e armou jogo de uma forma tal que ninguém deu pela falta de Gabriel. Em abono da verdade, também não se estava a dar pela presença...


– Gabriel. Desde que renovou contrato e começou a ostentar aquele cabelo à foda-se que tem sido um manifesto futebolístico. Um manifesto intitulado "deixem o Tino jogar". Ou "deixem o Dantas jogar". Ou, "até aqui o Robocop gordo fazia mais que tu". Já em Leipzig não ajudou, e ontem só se deu por ele em dois momentos, a saber, quando levou o primeiro amarelo e quando levou o segundo. Não sei se será do penteado ou do contrato, mas é cortar aquele penacho à chapada e ver se melhora. Se não melhorar era mesmo do contrato, e isso é preocupante.

– Bruno Lage. Parece ter imensas dificuldades em perceber o que se passa. O tempo de leva a reagir ao jogo é assustador. Perde a vitória histórica em Leipzig por não perceber o que todos viam, que o Benfica havia perdido equilibrio no meio campo quando Taraabt se esgotou. Ontem, com o jogo feito ao intervalo esteve animicamente bem em dar minutos a Tomás Tavares. Mas acaba por tirar um jogador que estava bem (Almeida, sem nenhum desafio defensivo) e deixar um que estava mal em campo. A lógica do não deixar cair ninguém é importante conquanto não se sacrifiquem os objectivos colectivos. Lage parece ter uma interpretação demorada do que se passa. Jota poderia, e depois do jogo de Vizela merecia, ter somado mais minutos. Tino acabar a semana sem minutos em campo é incompreensível face ao que se passa em campo.

– Cervi. Precisava de um nome para fazer um terceiro aspecto negativo. É negativo que esteja no plantel. É negativo que um jogador que acrescenta nada permaneça em campo o tempo que ele permaneceu, num jogo que estava acabado ao intervalo. A culpa não é dele é certo, mas como tal como Lage preciso dele para fazer número.
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domingo, 10 de novembro de 2019

 

Conversas no Andaime S2 EP08 - O Moussa foi cagar

Boa tarde picaretas,


Quando pensávamos que todos os assuntos estavam esgotados, descobrimos uma correlação perfeitamente comprovável entre o Efeito Borboleta e a ascensão da Cicciolina ao estrelato.

Estivemos igualmente a discutir de quem era a culpa do Lage ainda ser treinador do Benfica e continuamos na dúvida:

Opção 1) Sérgio Conceição
Opção 2) Luís Filipe Vieira


Nos entretantos falámos de quem joga pior, o Moussa foi cagar e nunca mais voltou e não percebemos se era para fugir às notas finais ou porque não quis ouvir o recém-criado coro do Estaleiro das Obras.






Como sempre, NSFW e afastem as crianças desta pouca vergonha.

Picareta Oceano
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terça-feira, 5 de novembro de 2019

 

Conversas no andaime: S2 EP07

Boa noite picaretas,

Num podcast bastante atípico, os picaretas decidiram fazer um concurso sobre qual dos actuais 3 grandes estaria a jogar pior.

Numa discussão pautada por elegância e urbanidade, decidimos, salomonicamente, que todos jogam uma valente merda.

Quem as pagou foi o Bareira, que decidiu ouvir e não participar em mais um festival de disparate, sendo mais insultado que o Bruno Lage, o Varandas e o Ceição. 

Quem consegue este desiderato chegará longe na vida:






Como sempre, NSFW e afastem as crianças deste antro.

Picareta Oceano



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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

 

Até agora foi a brincar, a partir de agora é que é a sério.

No lançamento do jogo de mais logo Bruno Lage diz que é importante o Benfica somar pontos para poder entrar na competição. Claro que compreendo que o treinador quer dizer que esses pontos permitem ao Benfica entrar na discussão pela classificação final do grupo, mas não consigo evitar reflectir no que aquele "entrar na competição" quer dizer.

Porquê a necessidade de se dizer "entrar na competição" e não o mais costumeiro "discutir a qualificação"? Até se poderiam fundir e dar um "entrar na discussão". As palavras não são inocentes e por vezes estes deslizes com um microfone à frente dão-nos uma visão do que vai na mente de quem as profere. Nós aqui que não vivemos disso e dizemos umas bordoadas de vez em quando bem o sabemos!

Se tivesse de apelar ao meu sentido de medium, eu diria que alguém aproveitou a pausa das selecções para dizer a Bruno Lage que afinal as competições europeias têm de servir para algo mais do que rodar a equipa. Diria que chegámos à fase em que se acaba a postura de "pobrezinhos mas honrados". Eu gostaria de pensar que sim, que agora é que é a sério e o Benfica vai buscar 6 pontos com o Lyon, limpa o Zenit para mais 3 e com jeitinho consegue um empate em Leipzig para fazer os 10 pontos que lhe permitem voltar a competir na Europa em Fevereiro, na pior das hipóteses na por enquanto Segunda Divisão Europeia, também conhecida por Liga Europa!

Face ao que se tem visto em campo, naturalmente que este cenário é de um optimismo regado com doses insanas de desprendimento com a realidade, ou bem alimentado a substâncias que aconselham distância das autoridades. Não que o resultado do jogo da Taça frente ao Cova da Piedade tenha sido mau, mas se a defesa se permitir na Europa as veleidades que deu à equipa da Segunda Liga na primeira parte desse jogo, temo que ao intervalo nem um golo de ressaltos dê para disfarçar o que se passou. Depois resta saber se a equipa vai entrar em campo com menos um ou dois jogadores.

A convocatória de Jardel abre espaço à sua titularidade e neste caso vamos passar a primeira meia hora a tentar perceber se ao Benfica falta só um defesa, ou se para lá de não ter esse defesa ainda há um jogador adversário a mais em campo, como no jogo frente ao Zenit. 

Algo que o jogo frente ao Cova da Piedade deu para perceber é que de Tomás ainda não está curado da nervoseira de ter de marcar golos. Assim sendo urge questionar uma série de coisas: onde anda o acompanhamento psicológico dos jogadores; como está a comunicação entre equipa técnica e o jogador; que tipo de trabalho específico está a ser feito com ele para o adaptar a novas funções; será que há um pedido para executar novas funções; será que o jogador não deveria ser um pouco protegido nesta fase; será que afinal 20 milhões pesam demasiado para aquilo que pode dar e, se for este o caso, quem foi o génio que achou que era necessário um de Tomás e um Vinicius como reforços?

Já que falei de Vinicius e uma vez que o Benfica não tem nada a perder e tudo a ganhar do jogo de mais logo, está na hora de o Sr. 17 Milhões ir a jogo em vez do perdulário queijo Suíço que tem jogado. Ou, como Lage disse, como o Seferovic marcou muitos golos o ano passado a sair do banco (e pelo menos um este ano), é deixá-lo fazer a sua magia da mesma forma. De resto a melhor notícia do dia é mesmo que pode estar de volta a dupla Tino-Gabriel. Com o Português a recuperar a melhor forma, nada como um jogo da Champions para ganhar ritmo! A vantagem desse meio campo é que pode deixar Taraabt para funções mais criativas com bola, e menos tarefas abnegadas sem ela, como segundo avançado.

Por hoje não me ouvirão falar de Zivkovic e de uns zunzuns sobre falta de profissionalismo e mercenarismo parental. Se Lage, que conseguiu recuperar Taraabt, que disse do Benfica o que Maomé não disse do toucinho, e que havia mesmo sido proscrito pelo Presimente, não consegue fazer nada dele, é porque não há mesmo nada para fazer. Até porque, ao contrário de Taraabt e Svilar, nem à B pode ir para se ver o que se passa. E só faria sentido questionar a gestão de plantel se houvesse necessidade de qualidade no centro do terreno. Ou nas alas. Ou com bola. Nada que Ziv com o seu excesso de peso e bocas foleiras na imprensa alguma vez tenha demonstrado de resto.
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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

 

Conversas no andaime S2 EP06 - Danças com lobos

Bom dia estimados picaretas,


Parecemos febris em actividade, mas a realidade é contrária às aparências.


Podcast mais recente, com o maior número de ouvintes live de sempre, os camaradas picaretas a quem temos que agradecer por esta ideia parva.

Disto resultou um episódio tão longo como o Óscar de melhor filme de 1991, o enormíssimo Danças com Lobos, filme onde Kevin Costner...
 







 ...faz plágio à inimitável Bo Derek:






Shame on you Tony Carrei... Costner.

Atletismo dos Anos 80, unhas grandes, alguma coisa das seleções e um conjunto absurdo de disparates fazem deste episódio um dos melhores (piores) produtos existentes na internet Portuguesa.

Para nós, obrigatório ouvir. Para vós, que Deus vos abençoe.



Como sempre, ouvir longe das crianças e de cardíacos.


Picareta Oceano


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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

 

Conversas no andaime: S2 Ep05 - Vieira de Cuecas e o episódio Perdido

Pois é estimados picaretas,


2 horas de luxo radiofónico-mas-que-não-é-uma-rádio-é-um-podcast que se julgavam perdidos.

Convidado especial, o inimitável Bareira, problemas sucessivos com o som, anárquico e com uma fotografia que nos manteve acordados durante noites seguidas:

Depois não digam que não foram avisados:



CASTBOX


Como sempre, afastem-se das crianças, elas não têm culpa das vossas perversões.

Picareta Oceano


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terça-feira, 8 de outubro de 2019

 

Um dia, quem sabe, talvez lá cheguemos outra vez.

Por motivos eleitorais, este texto esteve em repouso. Como tal, algumas expressões pode sofrer do mesmo mal do Benfica Europeu de Lage: já se deviam ter revisto e renovado. Mas aqui no #estaleiro não deixamos cair ninguém. Nem sequer um ontem que devia tornar-se a semana passada!

Quanto ao Benfica, prossegue a bom ritmo o #ProjectoEuropeu do Benfica. Desta feita numa deslocação a São Petersburgo, o Benfica passeou falta de classe frente a um Super Zenit! Estou a brincar claro. Não era um Super Zenit!

Aliás, foi exactamente o contrário de um Super Zenit, especialmente quando comparado com aquele que defrontámos há uns 5 anos, ou assim. O que sucedeu é que o Benfica perdeu mais no mesmo período de tempo. Assim sendo, o Benfica ontem fez o possível com o que tem, e a meia hora do fim decidiu que até isso era demais para o que é o #NovoParadigma do #ProjectoEuropeu.

Vieira tem um sonho, e nem vale a pena falar de Bruno Lage nesta fase. Esse sonho é fazer, se não fez já, do Benfica o seu feudo. Como qualquer regime totalitário precisa de criar mitos. O mito do momento, porque essa é a crítica que justamente lhe apontam, é o de que o Benfica ainda há-de ser grande na Europa outra vez. E ele repete as frases chaves que o Vieirista mais empedernido vai papaguera até à próxima entrevista. O adepto do Sport Mendes e Vieira vai repetindo que temos muitos jovens, que temos um grande viveiro, que seremos campeões Europeus quando pudermos segurar o talento.

Nem vou começar a falar do Seixal. Sabem quem é que passa a vida a falar das suas escolas e de como de lá saíram dois melhores do Mundo? É a malta de Alcochete! E sabem porque é que eles fazem isso? Porque não têm mais nada a que se agarrar. Para mim, quem se diz do Benfica e depois se agarra a "recordes de vendas" e "Seixal" não sabe bem bem bem o que é ser do Benfica. Mas a verdade é que essa conversa dá votos. E como dá votos, temos o que temos, e o que temos é que cada vez que vamos à piscina dos grandes engolimos água até sufocarmos.

E caso falte água na piscina, fazemos questão de a levarmos nós. Começar um jogo da Champions com Jardel a titular é levar um camião cisterna de água. Se calhar não enche a piscina, mas fica já bem composta. Andar a insistir em Seferovic é outro cisterna. E neste momento a piscina já tem água suficiente para ficarmos sem pé e com os pés calçados em cimento, material de cosntrução tão querido aqui no #estaleiro e pelo Presimente Vieira.

E mais uma vez, à semelhança do jogo na Luz com o Leipzig, a primeira parte até foi o momento menos mau. Gabriel, regressado de lesão, parece um arcanjo naquele meio-campo, a irradiar luz e bons passes, a segurar a bola, a pressionar no momento da perda, a ganhar tempo para a equipa se organizar. Se continua assim, arrisca-se a daqui por dois anos estar com as costas todas rebentadas. É que andar com o Benfica às costas mói, Jonas que o diga! Atrás, Tomás Tavares voltou a mostrar credenciais para segurar o lugar. Não é exuberante, mas será o melhor que a posição já viu desde que Semedo abalou para a cidade condal. E as notas positivas ficam por aqui.

Que Taraabt seja tão adorado pelas massas, mesmo depois dos jogos tristes que faz na Europa, é só sintoma do que tem sido feito ao plantel. É o efeito do jogador que é acima da média em Portugal e penoso lá fora. Que Seferovic seja titular é um mistério. Dá correria tonta e pouco mais. Jardel... Parece um ponta de lança adversário, ou um daqueles avançados que jogam de costas para a baliza para abrirem buracos na defesa. Não sei, neste momento, o que diferencia o futebol europeu de Bruno Lage do de Rui Vitória, e isso não é elogio.

Lá marcámos um golito, e pode ser que de Tomás agora acalme. Para os marinhistas que não percebem donde vem a exigência de um Benfica ganhador chegará e bastará. Para os verdadeiros Benfiquistas, aqueles que não descobriram o clube quando o Presimente lhes começou a pagar um ordenando, este plantel é uma vergonha e nenhuma vitória moral lhes chega. Para os últimos os meus pêsames. Para os primeiros o meu asco.
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sábado, 28 de setembro de 2019

 

Palminhas, palminhas... Palminhas é lá o caralho!

Um erro técnico no armazém, motivado por um ambiente pré aniversário, fez com que o contentor onde se guardou o último episódio do podcast esteja neste momento a repousar no fundo da Fossa das Marianas, donde se erguerá um dia quando os sete selos tiverem sido quebrados e as sete trombetas tiverem soado.

Só que até lá torna-se necessário ir desabafando. E o volume de trabalho amontoado no gabinete da construtora é muito. Vamos lá então cortar a eito e este condomínio fechado ficará uma bonita vivenda sem telhado isolado.

Se estou com uma vontade de atalhar texto é porque nos relvados anda-se a atalhar no futebol. Como eu disse no podcast (e vou repetir esta frase ou variações dela algumas vezes), não se joga um caralho!

Eu percebo que quando digo que não se joga um caralho, quem nos lê fica confuso. Afinal pode-se não só estar a falar de qualquer um dos grandes, como de alguns clubes de menor nomeada como o Boavista ou o Sporting.

No caso eu falo mesmo é do Benfica. E falo do Benfica porque o mal que se joga remete para o pior do Vitalismo. Na melhor das hipóteses atravessamos um período de Vitalismo Esclarecido. Na pior é mesmo um Renascimento Bombista.

E não se pense por um instante que venho para aqui queixar-me do jogo frente ao Leipzig. Face às condicionantes, o Benfica até terá feito o seu melhor jogo da época. Pelo menos a primeira parte teve mais esforço em jogar futebol por parte do Benfica do que todos os jogos depois ou antes e a insistência bombístíca limitou-se a um período de 20 minutos na segunda parte. Tudo o resto foi incapacidade do Benfica justificada pelas condicionantes.

E quais as condicionantes? Para começar e acabar o plantel. O Benfica não tem plantel para almejar fazer brilharetes na Europa. Como disse no podcast, Tomás Tavares demonstrou frente ao líder invicto da Bundesliga que não só é opção para o lugar, como é neste momento a melhor opção para o lugar. Mas daí a ter feito uma exibição de encher o olho e isenta de erros vai uma grande distância. Por outro lado com a inclusão de Jota no apoio a de Tomás passou a haver uma ligação entre o meio campo e o ataque. E por aqui se ficou o que o plantel terá de bom ao nível de opções.

No lado desagradável a surpresa foi a inclusão de Cervi no lado esquerdo. Como foi dito no podcast, desta feita por um convidado especial, a ideia de levar o Argentino a jogo foi clara: ter alguém que corresse muito e para trás quando a equipa perdesse a bola. Acrescento eu que foi um falhanço pois nem o Argentino ajudou Grimaldo nas tarefas defensivas, nem a construir jogo. Talvez volte a aparecer para um jogo numa competição menor como as eliminatórias da Taça de Portugal ou a Liga dos Campeões. Fejsa foi outra surpresa, neste caso atenuada pela titularidade uns dias antes.

O jogo em si foi uma miséria para o Benfica. O Leipzig andou o jogo todo em ritmo de treino, qual gato a brincar com a comida na primeira parte para acelerar na segunda. O Leipzig teve sempre a certeza que acelerando chegava ao golo. Os dois golos surgem em duas das três ou quatro ocasiões em que carregaram no acelerador. O Benfica por seu lado viu-se sempre em dificuldades extremas para conseguir criar. Se na primeira parte tentava progressão apoiada, na segunda demorou quinze minutos a conseguir sair do seu meio campo. Jota terá sido o pior em campo para os sites das métricas. Para mim não tendo sido brilhante na execução, demonstrou que precisa de mais tempo de jogo naquela posição, com aquelas funções. E este último aspecto é o que os jogos seguintes dão a entender que não acontecerá.

Como já disse acima, o Leipzig andou o jogo todo a brincar e aquela conversa de "se tivessemos marcado" ou "foi azar levarmos os golos logo depois das substituições/quase marcarmos" é conversa que apesar de factual disfarça uma coisa que entra pelos olhos adentro: os jogadores que Bruno Lage levou a jogo não têm pedalada para o Leipzig. Foi uma derrota com sabor a vitória para todos aqueles adeptos do Benfica Europeu das vitórias morais da década de 90, porque na actual conjuntura é esse Benfica das vitórias morais o que nos resta. Quando há dois anos o Benfica defrontou o Borussia Dortmund, do plantel Benfiquista 3 jogadores teriam lugar na disputa pela titularidade do adversário (Ederson, Lindelöf e Semedo). Desafio o mais optimista a dizer quem deste plantel poderia discutir a titularidade no Leipzig!

Dos nossos laterais o único que se revelou mais ou menos eficaz, a defender e a atacar, foi Tomás Tavares. O meio campo foi incapaz de parar a construção do Leipzig. Digam o que disserem de Taraabt não consegue ser o tampão que a equipa precisa. Pode dar coisas na construção, mas não dá a defender. E emparelhado com um Fejsa que, tal como Cervi, quinze dias antes estava dispensado, temos aí a explicação para naquele jogo ter esses dois ou dois júniores ser a mesma coisa. 

Como cereja levámos um recurso ao banco que não lembra ao diabo. A entrada de David Tavares, o novo Renato, muito, mas muito mais pela clarividência que mete em cada lance e a forma como os aborda do que por parecenças físicas, teve como consequência a primeira ocasião de perigo para o Benfica. E na resposta o primeiro golo do Leipzig. A perder Lage faz o que convinha e mete mais carne no assador. O esgotado Taraabt volta ao lugar onde tinha sido ineficiente, David Tavares encosta a uma ala onde não deu nada e metemos os dois pinheiros lá na frente.

Por falar em pinheiros, não vale a pena discutirmos quem é o titular daqui para a frente, se é que havi discussão. Seferovic garantiu com aquele golo que pode falhar 50 golos por jogo que o lugar será sempre dele. Afinal é um bom pai de família (#tbt_vitalismo). Não que de Tomás tenha demonstrado apontamentos de qualidade. O nervosismo da procura do golo faz com que estrague mais do que ajuda e assim de facto fica difícil defendê-lo!

A única diferença da crónica do jogo da Luz com o Leipzig para o jogo com o Moreirense é que, no jogo em que actuou como forasteiro o Benfica nem tentou jogar à bola! Foi #cruzabol o jogo todo e um vê se te avias para conseguir ultrapassar a boa organização defensiva do Moreirense. E uma defesa em papos de aranha de cada vez que o Moreirense atacava de forma organizada. Alguém fez o trabalho de casa e não foi a equipa forasteira, e se isto soa familiar é porque era problema há menos de um ano!

Não vou comentar o jogo com o Guimarães na Luz porque só vi a primeira parte. A meio da semana, num fuso horário diferente, a família chamava mais do que aquele espectáculo deprimente. E só vi o apelo à calma no dia seguinte.

Caro Bruno Lage... Calma? Calma é o real caralhinho! A equipa não se pode bater de igual para com o Leipzig? Não pode porque para o treinador está tudo bem. É que o treinador queria era um GR novo. Para o treinador os médio estão óptimos, os avançados impecáveis e os defesas há em barda. Parece que com Lyon e Zenit a coisa pode estar mais equilibrada e teremos começado pelo segundo jogo mais difícil. Mas então contra o Moreirense temos as mesmas dificuldades em conseguir ligar dois passes?

A desculpa do plantel, que pega na Europa não explica o mal que se joga. Nem explica as opções do treinador. Não sou dos que vão buscar as exibições de Ziv há ano e meio, mas ver um Jota afastado das opções até ter renovado, ter de gramar com o Nuno Tavares a queimar em lume brando na direita e voltar a ver Jardel titular e Samaris ao meio, tudo me diz que ninguém pensou a época. E o corropio de lesões, como foi dito no podcast, que não são de impacto, é mais, muito mais do que azar. O plantel fraco pelo padrão que se exige ao Benfica e as lesões constantes são sintoma de incompetência da superestrutura que está 10 anos à frente.

Portanto calma e palminhas é lá o caralho! Se a equipas recheadas com Paredões, Leónidas e Pringles se exigia o título e que disputassem todas as eliminatórias europeias, quem são estes cabrões destes artistas para pedirem calma? Caro Bruno, quer calme, jogue à bola. Ou só consegue quando tem um fora de série?
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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

 

Quadrilha

Taarabt substituía Jota
que substituía Chiquinho
que substituía Félix
que emparelhava com Jonas
que não pedia meças a ninguém.
Mas o Jonas pendurou as botas
o Félix rendeu muitas bolotas
o Chiquinho tem as pernas rotas
o Jota só pensa em garotas
e o Taarabt tem o pulmão às postas
pelo que acabam jogando o Tomás e o Seferovic
que ainda não tinham entrado na história
(e quem lucra com isso é o Insónias)
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Sporting: temos salvação?

Bom dia estimados sofredores,


Empatámos, podíamos ter perdido, o Boavista podia ter tido 100 jogadores expulsos, a minha avó podia ter rodas e a Torre Eyffel podia ser na Arrentela.

A realidade é que jogamos muito pouco, temos a massa adepta fraccionada, parece que não há dinheiro e já temos as suricatas todas a levantar a garimpa.

A grande questão é: Existe outro Sporting?

Parecemos o Split, o filme do M. Night Shyalaman, onde o McAvoy encarna diversas personalidades reclusas de um único corpo.

Somos neuróticos, explosivos e inconciliáveis. Não conseguimos encontrar um ponto em comum que nos permita juntar esta mole humana enorme em torno de um objectivo comum, o bem do Sporting.

Qual a razão para isto?
Para além da falta de uma vitória no campeonato, que é sempre um catalisador de união, parece-me óbvio que o Sporting enferma do mesmo mal de Portugal.

Olhando para quem "manda" neste país observamos que são sempre as mesmas famílias desde o tempo da Monarquia, mesmo escondidos, os "apelidos" são sempre os mesmos, sempre na sombra a direccionar os destinos do país, tal como o Sporting.

Desde a saída do grande João Rocha temos vivido em regime de cooptações dinásticas sempre dentro da grande família de "pessoas de bem". Pessoas que estão conectadas ou à procura de conexão (Alô Sousa Cintra), que estão muito pouco interessadas no sucesso do Sporting, mas antes na manutenção do seu status perante a sociedade.

Quem segura, quem aguenta as pontas? A tal massa adepta completamente fracturada, mas apaixonada por este clube que é, em si, um manicómio.

Vivemos um momento em que tudo é escrutinado, qualquer erro associado à actual direcção do Clube é empolada para níveis Jupiterianos, para lá de qualquer razoabilidade.

Estou eu a defender a actual comissão directiva? Nada, nem de perto.

A Actual administração tem sido um manual de incompetência de fio a pavio, a falhar redondamente em todas as GRANDES matérias.

Erros todos cometem, mas se existir alguma comunicação, empatia e ligação emocional ao comum adepto, o vulgar de Lineu consegue perceber uma lógica subjacente.

Aqui é óbvio que estamos assistir a uma destruição muito forte de valor, em que os erros de pequena monta são apenas matéria para gozo no twitter mas que ocupam o espaço que deveria ser utilizado para a verdadeira discussão estrutural do Sporting.

Temos salvação? Claramente, com tantos adeptos ainda hoje apaixonados (Apesar de divorciados) pelo clube, é impossível não haver salvação. Somos demasiados para que algo se afunde sem remédio.

O que falta?

Podemos investir mais que todos os clubes grandes juntos, mas o que vejo como fundamental é mesmo uma direção que olhe para os seus adeptos como mais do que simples clientes, para comprar roupas, cadernos escolares e outras 50 futilidades existentes na loja verde.

Quem agarrar todo esta massa, que está sedento de apoiar a equipa, sem o usar como braço Armado (como Bruno Carvalho, erradamente fez) ou como Base de dados para vender T-Shirts (Como Frederico Varandas, erradamente faz), respeitando-o e valorizando-o, terá um clube enorme a quem o futuro sorrirá.

Por agora, continuamos a definhar lentamente até à AG que servirá para validar a venda da SAD, que permitirá a alienação do património de Alcochete, enchendo os bolsos a quem adquirir a SAD.



Picareta Oceano

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