domingo, 10 de novembro de 2019

 

Conversas no Andaime S2 EP08 - O Moussa foi cagar

Boa tarde picaretas,


Quando pensávamos que todos os assuntos estavam esgotados, descobrimos uma correlação perfeitamente comprovável entre o Efeito Borboleta e a ascensão da Cicciolina ao estrelato.

Estivemos igualmente a discutir de quem era a culpa do Lage ainda ser treinador do Benfica e continuamos na dúvida:

Opção 1) Sérgio Conceição
Opção 2) Luís Filipe Vieira


Nos entretantos falámos de quem joga pior, o Moussa foi cagar e nunca mais voltou e não percebemos se era para fugir às notas finais ou porque não quis ouvir o recém-criado coro do Estaleiro das Obras.






Como sempre, NSFW e afastem as crianças desta pouca vergonha.

Picareta Oceano
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terça-feira, 5 de novembro de 2019

 

Conversas no andaime: S2 EP07

Boa noite picaretas,

Num podcast bastante atípico, os picaretas decidiram fazer um concurso sobre qual dos actuais 3 grandes estaria a jogar pior.

Numa discussão pautada por elegância e urbanidade, decidimos, salomonicamente, que todos jogam uma valente merda.

Quem as pagou foi o Bareira, que decidiu ouvir e não participar em mais um festival de disparate, sendo mais insultado que o Bruno Lage, o Varandas e o Ceição. 

Quem consegue este desiderato chegará longe na vida:






Como sempre, NSFW e afastem as crianças deste antro.

Picareta Oceano



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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

 

Até agora foi a brincar, a partir de agora é que é a sério.

No lançamento do jogo de mais logo Bruno Lage diz que é importante o Benfica somar pontos para poder entrar na competição. Claro que compreendo que o treinador quer dizer que esses pontos permitem ao Benfica entrar na discussão pela classificação final do grupo, mas não consigo evitar reflectir no que aquele "entrar na competição" quer dizer.

Porquê a necessidade de se dizer "entrar na competição" e não o mais costumeiro "discutir a qualificação"? Até se poderiam fundir e dar um "entrar na discussão". As palavras não são inocentes e por vezes estes deslizes com um microfone à frente dão-nos uma visão do que vai na mente de quem as profere. Nós aqui que não vivemos disso e dizemos umas bordoadas de vez em quando bem o sabemos!

Se tivesse de apelar ao meu sentido de medium, eu diria que alguém aproveitou a pausa das selecções para dizer a Bruno Lage que afinal as competições europeias têm de servir para algo mais do que rodar a equipa. Diria que chegámos à fase em que se acaba a postura de "pobrezinhos mas honrados". Eu gostaria de pensar que sim, que agora é que é a sério e o Benfica vai buscar 6 pontos com o Lyon, limpa o Zenit para mais 3 e com jeitinho consegue um empate em Leipzig para fazer os 10 pontos que lhe permitem voltar a competir na Europa em Fevereiro, na pior das hipóteses na por enquanto Segunda Divisão Europeia, também conhecida por Liga Europa!

Face ao que se tem visto em campo, naturalmente que este cenário é de um optimismo regado com doses insanas de desprendimento com a realidade, ou bem alimentado a substâncias que aconselham distância das autoridades. Não que o resultado do jogo da Taça frente ao Cova da Piedade tenha sido mau, mas se a defesa se permitir na Europa as veleidades que deu à equipa da Segunda Liga na primeira parte desse jogo, temo que ao intervalo nem um golo de ressaltos dê para disfarçar o que se passou. Depois resta saber se a equipa vai entrar em campo com menos um ou dois jogadores.

A convocatória de Jardel abre espaço à sua titularidade e neste caso vamos passar a primeira meia hora a tentar perceber se ao Benfica falta só um defesa, ou se para lá de não ter esse defesa ainda há um jogador adversário a mais em campo, como no jogo frente ao Zenit. 

Algo que o jogo frente ao Cova da Piedade deu para perceber é que de Tomás ainda não está curado da nervoseira de ter de marcar golos. Assim sendo urge questionar uma série de coisas: onde anda o acompanhamento psicológico dos jogadores; como está a comunicação entre equipa técnica e o jogador; que tipo de trabalho específico está a ser feito com ele para o adaptar a novas funções; será que há um pedido para executar novas funções; será que o jogador não deveria ser um pouco protegido nesta fase; será que afinal 20 milhões pesam demasiado para aquilo que pode dar e, se for este o caso, quem foi o génio que achou que era necessário um de Tomás e um Vinicius como reforços?

Já que falei de Vinicius e uma vez que o Benfica não tem nada a perder e tudo a ganhar do jogo de mais logo, está na hora de o Sr. 17 Milhões ir a jogo em vez do perdulário queijo Suíço que tem jogado. Ou, como Lage disse, como o Seferovic marcou muitos golos o ano passado a sair do banco (e pelo menos um este ano), é deixá-lo fazer a sua magia da mesma forma. De resto a melhor notícia do dia é mesmo que pode estar de volta a dupla Tino-Gabriel. Com o Português a recuperar a melhor forma, nada como um jogo da Champions para ganhar ritmo! A vantagem desse meio campo é que pode deixar Taraabt para funções mais criativas com bola, e menos tarefas abnegadas sem ela, como segundo avançado.

Por hoje não me ouvirão falar de Zivkovic e de uns zunzuns sobre falta de profissionalismo e mercenarismo parental. Se Lage, que conseguiu recuperar Taraabt, que disse do Benfica o que Maomé não disse do toucinho, e que havia mesmo sido proscrito pelo Presimente, não consegue fazer nada dele, é porque não há mesmo nada para fazer. Até porque, ao contrário de Taraabt e Svilar, nem à B pode ir para se ver o que se passa. E só faria sentido questionar a gestão de plantel se houvesse necessidade de qualidade no centro do terreno. Ou nas alas. Ou com bola. Nada que Ziv com o seu excesso de peso e bocas foleiras na imprensa alguma vez tenha demonstrado de resto.
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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

 

Conversas no andaime S2 EP06 - Danças com lobos

Bom dia estimados picaretas,


Parecemos febris em actividade, mas a realidade é contrária às aparências.


Podcast mais recente, com o maior número de ouvintes live de sempre, os camaradas picaretas a quem temos que agradecer por esta ideia parva.

Disto resultou um episódio tão longo como o Óscar de melhor filme de 1991, o enormíssimo Danças com Lobos, filme onde Kevin Costner...
 







 ...faz plágio à inimitável Bo Derek:






Shame on you Tony Carrei... Costner.

Atletismo dos Anos 80, unhas grandes, alguma coisa das seleções e um conjunto absurdo de disparates fazem deste episódio um dos melhores (piores) produtos existentes na internet Portuguesa.

Para nós, obrigatório ouvir. Para vós, que Deus vos abençoe.



Como sempre, ouvir longe das crianças e de cardíacos.


Picareta Oceano


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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

 

Conversas no andaime: S2 Ep05 - Vieira de Cuecas e o episódio Perdido

Pois é estimados picaretas,


2 horas de luxo radiofónico-mas-que-não-é-uma-rádio-é-um-podcast que se julgavam perdidos.

Convidado especial, o inimitável Bareira, problemas sucessivos com o som, anárquico e com uma fotografia que nos manteve acordados durante noites seguidas:

Depois não digam que não foram avisados:



CASTBOX


Como sempre, afastem-se das crianças, elas não têm culpa das vossas perversões.

Picareta Oceano


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terça-feira, 8 de outubro de 2019

 

Um dia, quem sabe, talvez lá cheguemos outra vez.

Por motivos eleitorais, este texto esteve em repouso. Como tal, algumas expressões pode sofrer do mesmo mal do Benfica Europeu de Lage: já se deviam ter revisto e renovado. Mas aqui no #estaleiro não deixamos cair ninguém. Nem sequer um ontem que devia tornar-se a semana passada!

Quanto ao Benfica, prossegue a bom ritmo o #ProjectoEuropeu do Benfica. Desta feita numa deslocação a São Petersburgo, o Benfica passeou falta de classe frente a um Super Zenit! Estou a brincar claro. Não era um Super Zenit!

Aliás, foi exactamente o contrário de um Super Zenit, especialmente quando comparado com aquele que defrontámos há uns 5 anos, ou assim. O que sucedeu é que o Benfica perdeu mais no mesmo período de tempo. Assim sendo, o Benfica ontem fez o possível com o que tem, e a meia hora do fim decidiu que até isso era demais para o que é o #NovoParadigma do #ProjectoEuropeu.

Vieira tem um sonho, e nem vale a pena falar de Bruno Lage nesta fase. Esse sonho é fazer, se não fez já, do Benfica o seu feudo. Como qualquer regime totalitário precisa de criar mitos. O mito do momento, porque essa é a crítica que justamente lhe apontam, é o de que o Benfica ainda há-de ser grande na Europa outra vez. E ele repete as frases chaves que o Vieirista mais empedernido vai papaguera até à próxima entrevista. O adepto do Sport Mendes e Vieira vai repetindo que temos muitos jovens, que temos um grande viveiro, que seremos campeões Europeus quando pudermos segurar o talento.

Nem vou começar a falar do Seixal. Sabem quem é que passa a vida a falar das suas escolas e de como de lá saíram dois melhores do Mundo? É a malta de Alcochete! E sabem porque é que eles fazem isso? Porque não têm mais nada a que se agarrar. Para mim, quem se diz do Benfica e depois se agarra a "recordes de vendas" e "Seixal" não sabe bem bem bem o que é ser do Benfica. Mas a verdade é que essa conversa dá votos. E como dá votos, temos o que temos, e o que temos é que cada vez que vamos à piscina dos grandes engolimos água até sufocarmos.

E caso falte água na piscina, fazemos questão de a levarmos nós. Começar um jogo da Champions com Jardel a titular é levar um camião cisterna de água. Se calhar não enche a piscina, mas fica já bem composta. Andar a insistir em Seferovic é outro cisterna. E neste momento a piscina já tem água suficiente para ficarmos sem pé e com os pés calçados em cimento, material de cosntrução tão querido aqui no #estaleiro e pelo Presimente Vieira.

E mais uma vez, à semelhança do jogo na Luz com o Leipzig, a primeira parte até foi o momento menos mau. Gabriel, regressado de lesão, parece um arcanjo naquele meio-campo, a irradiar luz e bons passes, a segurar a bola, a pressionar no momento da perda, a ganhar tempo para a equipa se organizar. Se continua assim, arrisca-se a daqui por dois anos estar com as costas todas rebentadas. É que andar com o Benfica às costas mói, Jonas que o diga! Atrás, Tomás Tavares voltou a mostrar credenciais para segurar o lugar. Não é exuberante, mas será o melhor que a posição já viu desde que Semedo abalou para a cidade condal. E as notas positivas ficam por aqui.

Que Taraabt seja tão adorado pelas massas, mesmo depois dos jogos tristes que faz na Europa, é só sintoma do que tem sido feito ao plantel. É o efeito do jogador que é acima da média em Portugal e penoso lá fora. Que Seferovic seja titular é um mistério. Dá correria tonta e pouco mais. Jardel... Parece um ponta de lança adversário, ou um daqueles avançados que jogam de costas para a baliza para abrirem buracos na defesa. Não sei, neste momento, o que diferencia o futebol europeu de Bruno Lage do de Rui Vitória, e isso não é elogio.

Lá marcámos um golito, e pode ser que de Tomás agora acalme. Para os marinhistas que não percebem donde vem a exigência de um Benfica ganhador chegará e bastará. Para os verdadeiros Benfiquistas, aqueles que não descobriram o clube quando o Presimente lhes começou a pagar um ordenando, este plantel é uma vergonha e nenhuma vitória moral lhes chega. Para os últimos os meus pêsames. Para os primeiros o meu asco.
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sábado, 28 de setembro de 2019

 

Palminhas, palminhas... Palminhas é lá o caralho!

Um erro técnico no armazém, motivado por um ambiente pré aniversário, fez com que o contentor onde se guardou o último episódio do podcast esteja neste momento a repousar no fundo da Fossa das Marianas, donde se erguerá um dia quando os sete selos tiverem sido quebrados e as sete trombetas tiverem soado.

Só que até lá torna-se necessário ir desabafando. E o volume de trabalho amontoado no gabinete da construtora é muito. Vamos lá então cortar a eito e este condomínio fechado ficará uma bonita vivenda sem telhado isolado.

Se estou com uma vontade de atalhar texto é porque nos relvados anda-se a atalhar no futebol. Como eu disse no podcast (e vou repetir esta frase ou variações dela algumas vezes), não se joga um caralho!

Eu percebo que quando digo que não se joga um caralho, quem nos lê fica confuso. Afinal pode-se não só estar a falar de qualquer um dos grandes, como de alguns clubes de menor nomeada como o Boavista ou o Sporting.

No caso eu falo mesmo é do Benfica. E falo do Benfica porque o mal que se joga remete para o pior do Vitalismo. Na melhor das hipóteses atravessamos um período de Vitalismo Esclarecido. Na pior é mesmo um Renascimento Bombista.

E não se pense por um instante que venho para aqui queixar-me do jogo frente ao Leipzig. Face às condicionantes, o Benfica até terá feito o seu melhor jogo da época. Pelo menos a primeira parte teve mais esforço em jogar futebol por parte do Benfica do que todos os jogos depois ou antes e a insistência bombístíca limitou-se a um período de 20 minutos na segunda parte. Tudo o resto foi incapacidade do Benfica justificada pelas condicionantes.

E quais as condicionantes? Para começar e acabar o plantel. O Benfica não tem plantel para almejar fazer brilharetes na Europa. Como disse no podcast, Tomás Tavares demonstrou frente ao líder invicto da Bundesliga que não só é opção para o lugar, como é neste momento a melhor opção para o lugar. Mas daí a ter feito uma exibição de encher o olho e isenta de erros vai uma grande distância. Por outro lado com a inclusão de Jota no apoio a de Tomás passou a haver uma ligação entre o meio campo e o ataque. E por aqui se ficou o que o plantel terá de bom ao nível de opções.

No lado desagradável a surpresa foi a inclusão de Cervi no lado esquerdo. Como foi dito no podcast, desta feita por um convidado especial, a ideia de levar o Argentino a jogo foi clara: ter alguém que corresse muito e para trás quando a equipa perdesse a bola. Acrescento eu que foi um falhanço pois nem o Argentino ajudou Grimaldo nas tarefas defensivas, nem a construir jogo. Talvez volte a aparecer para um jogo numa competição menor como as eliminatórias da Taça de Portugal ou a Liga dos Campeões. Fejsa foi outra surpresa, neste caso atenuada pela titularidade uns dias antes.

O jogo em si foi uma miséria para o Benfica. O Leipzig andou o jogo todo em ritmo de treino, qual gato a brincar com a comida na primeira parte para acelerar na segunda. O Leipzig teve sempre a certeza que acelerando chegava ao golo. Os dois golos surgem em duas das três ou quatro ocasiões em que carregaram no acelerador. O Benfica por seu lado viu-se sempre em dificuldades extremas para conseguir criar. Se na primeira parte tentava progressão apoiada, na segunda demorou quinze minutos a conseguir sair do seu meio campo. Jota terá sido o pior em campo para os sites das métricas. Para mim não tendo sido brilhante na execução, demonstrou que precisa de mais tempo de jogo naquela posição, com aquelas funções. E este último aspecto é o que os jogos seguintes dão a entender que não acontecerá.

Como já disse acima, o Leipzig andou o jogo todo a brincar e aquela conversa de "se tivessemos marcado" ou "foi azar levarmos os golos logo depois das substituições/quase marcarmos" é conversa que apesar de factual disfarça uma coisa que entra pelos olhos adentro: os jogadores que Bruno Lage levou a jogo não têm pedalada para o Leipzig. Foi uma derrota com sabor a vitória para todos aqueles adeptos do Benfica Europeu das vitórias morais da década de 90, porque na actual conjuntura é esse Benfica das vitórias morais o que nos resta. Quando há dois anos o Benfica defrontou o Borussia Dortmund, do plantel Benfiquista 3 jogadores teriam lugar na disputa pela titularidade do adversário (Ederson, Lindelöf e Semedo). Desafio o mais optimista a dizer quem deste plantel poderia discutir a titularidade no Leipzig!

Dos nossos laterais o único que se revelou mais ou menos eficaz, a defender e a atacar, foi Tomás Tavares. O meio campo foi incapaz de parar a construção do Leipzig. Digam o que disserem de Taraabt não consegue ser o tampão que a equipa precisa. Pode dar coisas na construção, mas não dá a defender. E emparelhado com um Fejsa que, tal como Cervi, quinze dias antes estava dispensado, temos aí a explicação para naquele jogo ter esses dois ou dois júniores ser a mesma coisa. 

Como cereja levámos um recurso ao banco que não lembra ao diabo. A entrada de David Tavares, o novo Renato, muito, mas muito mais pela clarividência que mete em cada lance e a forma como os aborda do que por parecenças físicas, teve como consequência a primeira ocasião de perigo para o Benfica. E na resposta o primeiro golo do Leipzig. A perder Lage faz o que convinha e mete mais carne no assador. O esgotado Taraabt volta ao lugar onde tinha sido ineficiente, David Tavares encosta a uma ala onde não deu nada e metemos os dois pinheiros lá na frente.

Por falar em pinheiros, não vale a pena discutirmos quem é o titular daqui para a frente, se é que havi discussão. Seferovic garantiu com aquele golo que pode falhar 50 golos por jogo que o lugar será sempre dele. Afinal é um bom pai de família (#tbt_vitalismo). Não que de Tomás tenha demonstrado apontamentos de qualidade. O nervosismo da procura do golo faz com que estrague mais do que ajuda e assim de facto fica difícil defendê-lo!

A única diferença da crónica do jogo da Luz com o Leipzig para o jogo com o Moreirense é que, no jogo em que actuou como forasteiro o Benfica nem tentou jogar à bola! Foi #cruzabol o jogo todo e um vê se te avias para conseguir ultrapassar a boa organização defensiva do Moreirense. E uma defesa em papos de aranha de cada vez que o Moreirense atacava de forma organizada. Alguém fez o trabalho de casa e não foi a equipa forasteira, e se isto soa familiar é porque era problema há menos de um ano!

Não vou comentar o jogo com o Guimarães na Luz porque só vi a primeira parte. A meio da semana, num fuso horário diferente, a família chamava mais do que aquele espectáculo deprimente. E só vi o apelo à calma no dia seguinte.

Caro Bruno Lage... Calma? Calma é o real caralhinho! A equipa não se pode bater de igual para com o Leipzig? Não pode porque para o treinador está tudo bem. É que o treinador queria era um GR novo. Para o treinador os médio estão óptimos, os avançados impecáveis e os defesas há em barda. Parece que com Lyon e Zenit a coisa pode estar mais equilibrada e teremos começado pelo segundo jogo mais difícil. Mas então contra o Moreirense temos as mesmas dificuldades em conseguir ligar dois passes?

A desculpa do plantel, que pega na Europa não explica o mal que se joga. Nem explica as opções do treinador. Não sou dos que vão buscar as exibições de Ziv há ano e meio, mas ver um Jota afastado das opções até ter renovado, ter de gramar com o Nuno Tavares a queimar em lume brando na direita e voltar a ver Jardel titular e Samaris ao meio, tudo me diz que ninguém pensou a época. E o corropio de lesões, como foi dito no podcast, que não são de impacto, é mais, muito mais do que azar. O plantel fraco pelo padrão que se exige ao Benfica e as lesões constantes são sintoma de incompetência da superestrutura que está 10 anos à frente.

Portanto calma e palminhas é lá o caralho! Se a equipas recheadas com Paredões, Leónidas e Pringles se exigia o título e que disputassem todas as eliminatórias europeias, quem são estes cabrões destes artistas para pedirem calma? Caro Bruno, quer calme, jogue à bola. Ou só consegue quando tem um fora de série?
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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

 

Quadrilha

Taarabt substituía Jota
que substituía Chiquinho
que substituía Félix
que emparelhava com Jonas
que não pedia meças a ninguém.
Mas o Jonas pendurou as botas
o Félix rendeu muitas bolotas
o Chiquinho tem as pernas rotas
o Jota só pensa em garotas
e o Taarabt tem o pulmão às postas
pelo que acabam jogando o Tomás e o Seferovic
que ainda não tinham entrado na história
(e quem lucra com isso é o Insónias)
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Sporting: temos salvação?

Bom dia estimados sofredores,


Empatámos, podíamos ter perdido, o Boavista podia ter tido 100 jogadores expulsos, a minha avó podia ter rodas e a Torre Eyffel podia ser na Arrentela.

A realidade é que jogamos muito pouco, temos a massa adepta fraccionada, parece que não há dinheiro e já temos as suricatas todas a levantar a garimpa.

A grande questão é: Existe outro Sporting?

Parecemos o Split, o filme do M. Night Shyalaman, onde o McAvoy encarna diversas personalidades reclusas de um único corpo.

Somos neuróticos, explosivos e inconciliáveis. Não conseguimos encontrar um ponto em comum que nos permita juntar esta mole humana enorme em torno de um objectivo comum, o bem do Sporting.

Qual a razão para isto?
Para além da falta de uma vitória no campeonato, que é sempre um catalisador de união, parece-me óbvio que o Sporting enferma do mesmo mal de Portugal.

Olhando para quem "manda" neste país observamos que são sempre as mesmas famílias desde o tempo da Monarquia, mesmo escondidos, os "apelidos" são sempre os mesmos, sempre na sombra a direccionar os destinos do país, tal como o Sporting.

Desde a saída do grande João Rocha temos vivido em regime de cooptações dinásticas sempre dentro da grande família de "pessoas de bem". Pessoas que estão conectadas ou à procura de conexão (Alô Sousa Cintra), que estão muito pouco interessadas no sucesso do Sporting, mas antes na manutenção do seu status perante a sociedade.

Quem segura, quem aguenta as pontas? A tal massa adepta completamente fracturada, mas apaixonada por este clube que é, em si, um manicómio.

Vivemos um momento em que tudo é escrutinado, qualquer erro associado à actual direcção do Clube é empolada para níveis Jupiterianos, para lá de qualquer razoabilidade.

Estou eu a defender a actual comissão directiva? Nada, nem de perto.

A Actual administração tem sido um manual de incompetência de fio a pavio, a falhar redondamente em todas as GRANDES matérias.

Erros todos cometem, mas se existir alguma comunicação, empatia e ligação emocional ao comum adepto, o vulgar de Lineu consegue perceber uma lógica subjacente.

Aqui é óbvio que estamos assistir a uma destruição muito forte de valor, em que os erros de pequena monta são apenas matéria para gozo no twitter mas que ocupam o espaço que deveria ser utilizado para a verdadeira discussão estrutural do Sporting.

Temos salvação? Claramente, com tantos adeptos ainda hoje apaixonados (Apesar de divorciados) pelo clube, é impossível não haver salvação. Somos demasiados para que algo se afunde sem remédio.

O que falta?

Podemos investir mais que todos os clubes grandes juntos, mas o que vejo como fundamental é mesmo uma direção que olhe para os seus adeptos como mais do que simples clientes, para comprar roupas, cadernos escolares e outras 50 futilidades existentes na loja verde.

Quem agarrar todo esta massa, que está sedento de apoiar a equipa, sem o usar como braço Armado (como Bruno Carvalho, erradamente fez) ou como Base de dados para vender T-Shirts (Como Frederico Varandas, erradamente faz), respeitando-o e valorizando-o, terá um clube enorme a quem o futuro sorrirá.

Por agora, continuamos a definhar lentamente até à AG que servirá para validar a venda da SAD, que permitirá a alienação do património de Alcochete, enchendo os bolsos a quem adquirir a SAD.



Picareta Oceano

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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

 

Conversas no Andaime - S2 EP04 - O Stream esteve em baixo

Boa noite picaretas,


Foi um programa atípico, como um fado condoído em stéreo.

Com um Sporting decrépito, em que nem o stream funciona, um Benfica a irritar o Bcool e o Robocop e um Porto miserável com um treinador que é... pouco urbano.

Foi por isso um programa duro, pesado e triste, faz parte, quem ama sofre e nós sofremos.

Links:




Como sempre, ouçam com fones ou afastem as crianças deste festival.

Picareta Oceano


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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

 

Conversas no andaime: S2 Ep03 - Sporting, Benfica e Porto? Não, o Famalicão

Bom dia picaretas,


Com uns dias de atraso, apanágio e motivo de orgulho dos pedreiros, seguem os links do último podcast.

Com a presença do Oceano, do Robocop e do Moussa, a intervenção verdadeiramente construtiva ficou a cargo do BCool e do Jorge, o maestro por trás desta Orquestra.

Andamos há meses a dizer que vamos reduzir o tempo do podcast e desta vez, finalmente, conseguimos!

Conseguimos... falhar redondamente o nosso objectivo, uma emissão completamente alucinante, com os Lampiões a serem comentados em directo e dois Lagartos a chorar no ombro de um Andrade que só se ria enquanto admirava lascivamente a barriga do Marega.

 







Como sempre, NSFW e afastem as crianças deste festival.

Picareta Oceano


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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

 

Então é isto que os Sportinguistas sentem!

Este post será uma pausa breve na picaretice. Prometemos que lá para o fim disto pegamos de novo nas marretas e nas picaretas e voltamos a partir tudo no mundo da bola.

Só que entretanto o Universo quis mostrar a um Benfiquista o que é ser do Sporting. Quem segue aqui o trolha no twitter sabe que não há prova de judo que não mereça comentário meu. Ora enquanto escrevo estas linhas juro que tenho lágrimas que me vêm aos olhos e não sei bem porquê.

Ou melhor sei. Sei que há mais de 6 anos que sigo a carreira de Jorge Fonseca, Judoca Português a quem a vida fez questão de projectar várias vezes, para se ir levantando. Judoca Português que tem um judo que apaixona, feito de explosão e emoção. Tanta emoção que tolda a razão e o afastou das medalhas demasiadas vezes. Judoca emocionante e emotivo que vai a todas para lá estar, mesmo quando o corpo não deixa. Judoca que mais por culpa própria do que alheia se vê afastado das medalhas.


Judoca que hoje chegou ao topo do Mundo ao fazer a mais perfeita das provas de toda a sua carreira. Foi força, velocidade, astúcia. Esforço e dedicação que culminaram na glória maior de pela primeira vez na História da modalidade um português se sagrar campeão do Mundo. Michel Almeida e Pedro Soares, antigos campeões e actuais treinadores de campeões, nunca o foram. Nuno Delgado não o foi. Telma Monteiro, o rosto mais mediático da modalidade, tem uma colecção de medalhas de prata nada de desprezar, mas nunca o foi.

Jorge Fonseca conseguiu-o. E quem o segue há anos só pode ficar feliz. Dei pulos como os que Pedro Soares deu quando Jorge quase borrou a pintura. E estou até agora a limpar as lágrimas que aparecem teimosamente cada vez que penso no que foi o caminho para chegar aqui.

Parabéns Jorge. Que isto não seja o fim, mas o princípio.
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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

 

Conversas no andaime: S2 Ep2 - Em primeiro lugar...

Bom dia Picaretas,


Em 1º lugar.... o Sporting. Nunca duvidei, sempre acreditei ;)


Eis que à 3ª jornada o Benfica perde com o Porto e os pedreiros decidem destruir a Lage que parecia de cimento mas afinal é de Esferovite (Absolute pun intended).

Azia, bílis e diversos camaradas bêbedos fazem deste programa o primeiro podcast do estaleiro a terraplanar o clube menos Urbano da 2ª circular.

É ouvir, como sempre, com os necessários cuidados:





Este podcat foi feito em directo, como serão os futuros, pedimos desde já desculpa, mas ainda não acertámos com as configurações todas desta coisa, somos pedreiros com orgulho!

Picareta Oceano
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terça-feira, 20 de agosto de 2019

 

Quid est VARitas.

Perdoar-me-á o Senhor usar uma alegada citação de Pôncio Pilatos como título deste post, mas servir-me-ei do jogo do Jamor entre o Codecity B Sad e o Benfica para tecer algumas considerações sobre o VAR.


Desengane-se quem pensa que venho aqui malhar no VAR por estar de folga quando uma falta terá sido cometida sobre Rafa. O mais certo era chamarem o Esferovite a marcar o correspondente pénalti e o gajo afundar um cacilheiro na Trafaria.

Não, o lance que me leva a falar contra e a favor do VAR é mesmo o hino ao futebol que o Xistrema do Varíssimo anulou.


Ponto prévio, aceito a anulação apesar de não concordar com ela. Como sou adepto assumido da equipa que o marcou tenho imensa facilidade em encontrar desculpas para que o golo não devesse ser anulado. A primeira é logo que um golo de Seferovic é uma ajuda a que alguém pegue nele. A segunda é que, todo aquele golo é um monumento ao futebol, coisa que o futebol português necessita desesperadamente. Finalmente poderia tecer algumas considerações sobre o facto de o jogador a quem é assinalado o centimétrico fora de jogo não usufruir da vantagem da sua precisa posição e apenas ter real internvenção no lance quando, já em jogo e no meio de mais de metade da equipa adversária, empurra a bola para o fundo das redes.


Factualmente o jogador está fora de jogo e manifesta intenção de disputar o lance. Aceita-se a anulação da jogada. Agora, não usufrui de forma alguma de vantagem e apenas participa na jogada para empurrar a bola. Levantam-se então as perguntas "o que é uma jogada de golo" e "quão atrás é preciso puxar o lance". Mas tudo isto é conversa de adepto na bancada e está longe do que me leva a escrever sobre a VARdade. Apenas porque o Benfica ganhou, claro!

O problema maior do lance é que, pior do que entrar na categoria de orgasmo falhado (para quem não sabe o que é, pesquise por ruined orgasm num computador que não o do trabalho, cof cof), demonstra a incompetência do lado humano do VAR. O problema de tudo aquilo foi a demora de mais de 5 minutos para se chegar à conclusão que se ia anular a jogada.

5 minutos de um circo triste, que toda a gente já sabia como ia acabar. Como é que todos sabíamos? Porque quem seguia a transmissão televisiva teve oportunidade de ver mais de três repetições, sem linha científica e o caralho, em que se via o adiantamento ligeiro do Suíssinho do Benfica. Cinco minutos é mais do que tempo para o VAR olhar para um lance e dizer ao árbitro de serviço "há dúvidas, revê" ou "não há nada valida". Por incrível que pareça, face a como se desenrolou a jogada, ambas as opções seriam tecnologicamente correctas. O problema é o factor humano. E se em países como Holanda e Alemanha, à medida que o VAR vai sendo um facto consumado a conversa sobre o mesmo e como "estraga o futebol" vai desaparecendo, noutros como Portugal a conversa nunca desaparece. E não desaparece porque os árbitros, o factor humano da coisa, não querem que desapareça.

A dupla do Jamor era composta por Xistrema e Varíssimo. A tentação era dizer que estávamos a um Hugo Maccron como quarto árbitro de ter o trio maravilha anti-Benfica. Só que Xistrema e Varíssimo são tão maus que a dúvida não é como arbitram jogos primodivisionários, é mesmo como são autorizados a arbitrar algo mais do que jogos do campeonato do Inatel. E são estes maus profissionais que estão encarregues de usar o VAR. No podcast do Benfica FM #79 é dito que o problema do VAR em Portugal é como se a Ferrari desse as chaves de um carro a um azelha. O jogo do Jamor foi mais uma demonstração de como essa analogia é perfeita.


+


+ Rafa. É o motor da equipa. A coisa mais parecida com a reencarnação de JVP. O toque de magia agora que #Pistolas se foi e Félix já não é.

+ Floren e Tino. É o carro vassoura do meio campo. Um Fejsa com pés no lugar de tijolos. Está tão omnipresente que decidi escrever o nome dele como se fosse a nossa dupla do meio campo.

+ Pizzi. O cérebro. Compensa o que não dá defensivamente com doses generosas de criatividade e passes que mais ninguém vê.


Seferovic. O único elogio que lhe pode ser feito é que para central do Codecity Be Sad foi imensamente eficaz a parar o ataque encarnado. Pois...

Nuno Tavares. Demostrou frente aos azuis da Be Sad que o treino tem limitações. Não fez uma assistência magistral com o seu não-pé direito porque não calhou. Se calhar contra os azuis às riscas era bom termos alternativas...

Samaris. Não se viu. Poderia soar a elogio, mas ficarmos com a sensação que a dupla de meio campo é composta por Floren e Tino quer dizer que alguém anda a falhar.
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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

 

Conversas no Andaime: 5 secos

Boa noite estimados picaretas,


Fizemos um podcast há cerca de 8 dias mas o pedreiro encarregue de gravar a obra enfrascou-se com as cabazadas do Benfica e levou uma carga de porrada da mulher (Obviamente Sportinguista).

Tentámos, dentro das nossas capacidades (pois...), corrigir os problemas com o som, mas os primeiros 7 minutos estão mesmo muito maus.

Assim sendo, pensem nisto como um jogo do Sporting, fortíssimos nos primeiros 6 minutos, com opiniões válidas, profundas e soluções para o conflito Israelo - Árabe a cada esquina.

A partir daí foi o descarrilamento total, o habitual portanto.

Este episódio foi o mais longo de sempre, com tanto para dizer mal, ficou basicamente do tamanho do Engame.

Por falar em finais épicos, o DC do Twitter, futuro Presidente do Futebol Clube do Porto e conhecido por ser o Anti mais Anti dos Anti, enviou-nos um pequeno Áudio a escalpelizar parte do percurso do Porto até à data.


Como sempre, NSFW e tirem as crianças da sala:


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CRÉDITOS FINAIS
Picareta Oceano


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