O Direito Divino a Ganhar

Numa animada sessão de mines e tremoços no outro dia, entre um balde de massa acartado e uma parede mal assente, desafiava-me um caríssimo co-picareta a fazer uma análise aprofundada à camada mais superficial do que a mudança do Vitalismo para o Entusilajo havia representado para os seguidores da Igreja Gloriosa do Reino de Eusébio (para os vieiristas refiro-me aquilo que eles conhecem como Vieristão).

Parecendo que há muito a dizer, a verdade é que não há ainda muito que se diga. No Benfica, não parecendo, estar em crise é estar em segundo e não depender de nós para passar para primeiro. Não importa se se está a um ponto do primeiro ou a dez. Não importa quem é o primeiro. Estar em segundo e não depender é o verdadeiro estado de crise. Daí que o verdadeiro teste a qualquer treinador do Benfica não seja colocar o plantel a jogar à bola. O plantel já é um dos dois melhores em Portugal, se não o melhor, e só precisa é de alguém que ajude a qualidade a vir ao de cima.

Ao contrário do seu antecessor, Bruno Lage tem conseguido tal feito. Tem-no conseguido de uma forma que até faz com que pareçam úteis jogadores que são técnica e tacticamente dignos de figurar numa lista que inclua Bossio, Tahar, Leónidas e Pringle. Se estão a pensar que lista poderá ser essa, posso ir adiantando que não é a lista dos melhores da década de 90... Só que isso são os serviços mínimos. No Benfica, isso de se criar uma forma de jogar em que se treina e em que nos jogos se vê que há treino; isso de apostar em jogadores que conhecem as movimentações dos colegas; isso de dotar os jogadores da capacidade de explorarem pontos fracos do adversário; isso de achar que ganhar por 3-0 ou por 10-0 para o campeonato são coisas diferentes; isso de achar que ganhar por 3-0 ou por 3-1 não é a mesma coisa, tudo isso são os serviços mínimos. Portanto na melhor das hipóteses, até ao momento Bruno Lage o que conseguiu foi cumprir os serviços mínimos.

Não serve isto de forma alguma para desvalorizar o seu trabalho. Lembremos que o seu antecessor não só era manifestamente incapaz de cumprir esses serviços mínimos, como tinha conseguido a proeza de colocar o Benfica a jogar de uma forma em que se defendia um golito de vantagem, se oferecia iniciativa ao adversário e em que o empate era um mal menor. Um Benfica que jogava um futebol de solteiros e casados, e em que até os melhores jogadores pareciam ser dignos da supra-sugerida lista.

O mérito de Bruno Lage passa por ter devolvido aos Benfiquistas uma coisa que parecia perdida. Não sei como se chama. Será confiança? De facto, neste momento damo-nos ao luxo de criticar o Ferro por se ter expulso, porque acreditamos que ou o Vlachodimos defenderia um remate do avançado do Aves, ou mesmo que  este marcasse, isso só serviria para espevitar o Benfica a ir procurar o quarto e o quinto golos. Lembro que há dois meses era certinho que um golo sofrido seria uma machadada na confiança, dos adeptos aos jogadores, e uma dose renovada de crença para o adversário. Será a esperança? Devo dizer que desde aquele ano do rolo compressor que foi ao Dragão jogar com um misto de menos utilizados e jogadores da B para disputar já nem sei se uma meia final da Taça ou um jornada do campeonato que já só contava para o totobola, que não sentia tanta esperança numa equipa que me desse títulos.

E chegados à fala sobre o jogo do Dragão, será nesse jogo que se poderá fazer uma devida e final avaliação daquilo que Lage trouxe à equipa. Não falo do resultado final. Aqui digo que, mesmo sem factores frutescos, falando apenas do que importa, o jogo jogado, a minha suspeita é que o jogo de pressão alta e posse controlada que o Benfica tem colocado no relvado será insuficiente para o choque físico e bola longa do Futebol Clube do Porto. Acredito que o Benfica perderá o jogo do Dragão e que a grande prova, o que fará desse jogo o exame final de Lage, aos meus olhos pelo menos, será se o Benfica perde o jogo e sai vencido, ou se perde só o jogo. É que a história diz-nos que um Benfica que vai ao Dragão jogar como o fez em Alvalade, até pode perder aquele jogo, mas estará sempre mais perto de ganhar o campeonato. Essa é a verdadeira exigência a Lage: um Benfica que entra em qualquer Estádio com a certeza que tem o direito divino de lá ganhar e que só lhe falta concretizar esse direito. Mesmo que às vezes a injustiça dos Homens lho sonegue. É que só pode treinar o Benfica quem compreender que "o direito divino a ganhar" de que se queixava um treinador de má memória não é um defeito da massa adepta. Tem de ser a cultura do clube.

Tesão Coletiva de Mijo

“Keizer foi uma aposta de risco para 99% das pessoas mas, para mim, não foi risco nenhum. Sou uma pessoa atenta ao futebol e, por isso, reparei em Marcel Keizer. Graças às conversas que tive, como as equipas dele jogavam, como ele lidera o grupo, a forma de ser, é uma pessoa muito inteligente. Como conhecemos pessoas em comum, tive a oportunidade de o conhecer melhor. Tinha todos os ingredientes para ser uma boa aposta. O Keizer entrou numa estrutura completamente preparada para o receber.”

Futebol? Fácil, muito fácil.

Porto: Axioma Picareta confirmado

Bom dia estimados Binya´s,


Na terça feira passada perdi 2 horas da minha vida para observar o Rival-mas-não-muito-porque-não-somos-competitivos do Sporting contra a Roma.

Foi, na realidade, um tempo bem empregue na medida em que o jogo foi uma porcaria tão grande que confirmou uma das minhas muitas teorias sobre o futebol.

Quase todas elas estão erradas, ou não fosse eu um trabalhador das obras, mas esta, esta muito em particular, está totalmente correcta.

Observando o 11 titular do Porto:

Casillas

Telles
Filipe
Pepe
Militão 

Brahimi
Herrera
Danilo
Octávio

Fernando Andrade
Soares 

Observamos o notável número de 7 picaretas em 11 jogadores e uma picareta ainda maior como treinador, o Monsenhor Conceição, ou Ceiçoum, como diz o confrade escriba Picareta Marega.

Observando o 11 titular da Roma:

Mirante

Florenzi
Manolas
Fazio
Kolarov

Cristante
De Rossi
Pellegrini

Zaniolo
Dzeko
Shaarawy

Damos nota de 5 picaretas nos mesmos 11 jogadores e uma picareta ainda maior como treinador, o Monsenhor Francisco com "E", ou ceppi di merdia, como dizem os adeptos da Roma.

O que é que retiramos, então, de axiomático num jogo tão absolutamente miserável como este?

Atentai ao seguinte enunciado:


Num jogo onde os treinadores são uma porcaria, ganha quem tem menos picaretas.


Desafio-vos a refutar esta hipótese, meus caros.





PS: Nunca uma publicidade duma camisola explicou tanto.



Picareta Oceano

Em noite de Champions, mais uma vez vinho rasca

Em noite de gala, noite para vestir o melhor "fato", noite para beber o melhor vinho, mais uma vez "bebemos" vinho rasca, tal como já referiu por mais do que uma vez ceição, quem quer ver espetáculo que vá à ópera. Mais uma promessa cumprida para o treinador do Porto. Jogo horrível com bola por parte do Porto, a não existir ligação entre os centrais e o meio campo, sendo os chutões recorrentes e, por norma, isso significou bola para a Roma. Sem bola, o Porto esteve bem, a condicionar a fase de construção dos romanos e a permitir pouco espaço entre linhas, o que tornou o jogo de hoje numa "batalha" entre os as duas equipas, banais diga-se de passagem, destoando apenas a equipa de arbitragem, que esteve muito bem.
Do lado da Roma, Dzeko mostrou que ainda mantém intactas as qualidades pelas quais o tornam um avançado de topo mundial, Zaniolo evidenciou-se pela sua capacidade de resistir à pressão e manter a bola jogável para a sua equipa e di Francesco demonstrou que não tem "mãozinhas" para este Ferrari, fazendo-me lembrar o saudoso Chiclas (que fique pelas Arábias a converter os mouros ao seu paleio).
A pior notícia da noite, para além de ficarmos privados da magia de Oliver nesta partida, foi a lesão de Brahimi, claramente um jogador diferenciado e o melhor da equipa. Sem o criativo da equipa, isto pode significar problemas maiores para ceição, que, conhecendo-o relativamente bem, irá levar à titularidade de Fernando Andrade ou de Otávio, descaindo Corona para a esquerda.
De resto, Adrián, és o maior pá! 

P.S Soares, vai pó caralho!

Bando de incapazes à solta na Luz


Não darem 15... Incapazes do caraças!

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