quinta-feira, 26 de março de 2020

 

Amor em tempos de coronavírus

ou de como o Gabriel, o Garcia e o Marques* não resistirão a uns meros cem dias de solidão auto-imposta.


Na ausência de eventos desportivos com que entremear os períodos de teletrabalho, é difícil impedir que o pensamento se disperse por questões aleatórias. E isto mesmo sem o contributo das rotineiras deslocações casa-escritório-casa, esses quilómetros tão cheios de enleio mental de curto prazo, sempre abruptamente encerrados e esquecidos com o bater da porta do automóvel.
Dei por mim a pensar, mergulhado numa sensação efervescente de fritura cerebral proporcionada por um turno algo mais extenso, num jovem tratante (não tão jovem assim) de minha conhecença que, estando a descrever uma determinada pessoa, inquiriu seus interlocutores: «Sabeis o que é um esteio? Assim daqueles mesmo grandes? Pronto, é assim que ela é!». Ela, obviamente, a respetiva enamorada, entretanto desposada. Não é uma coisa bonita, o amor?
Quem feio ama, bonito lhe parece, já lá diz o povo, na sua imensa… digamos, na sua imensa. Quem diz feio, diz esteio, diz tronco, diz cepo, diz pés-de-tijolo, acrescento eu. Não causa espanto, assim sendo, que tantos amem os ditos esteios, troncos, cepos, pés-de-tijolo que pululam (não tanto por estes tempos, mas haverão, enfim, de repulular) pelos relvados deste mundo. Resta, porém, saber se esse amor é verdadeiramente cego, ou se é um amor consciente, como o do espontâneo carroceiro de que falei.
Porque há uma imensidão a separar os que amam cepos sem o saberem dos que amam cepos com plena consciência do facto; sensivelmente a mesma que separa aquele refugiado sob o soalho que espirra inadvertidamente quando a patrulha nazi está a vasculhar a casa e o septuagenário que hoje sai de casa para comprar raspadinhas e jogar ao dominó enquanto tosse de boca aberta e se ri com desdém do histerismo colectivo.
Quanto ao futebol, perdoe-se os primeiros, porque não sabem o que amam, mas reneguemo-los se, instruídos da verdade, permanecerem no erro, tal como renegamos os que já aí se encontram. Mas, sobretudo, reneguemos os que, falaciosamente, pretendem associar a nomeação de cepos, esteios e quejandos a uma qualquer perspectiva xenófoba, racista ou, de qualquer outro modo, preconceituosa.
Que epíteto se atribui a um médico-cirurgião que, ao invés de curar, piora as maleitas dos seus pacientes? Talvez carniceiro. Ou que será um gestor incapaz de controlar as suas contas? Talvez um nabo. Ou até mesmo um artista incapaz de moldar uma cara que se assemelhe a uma cara? Talvez um trolha. O que somos nós, aqui? Sem dúvida, trolhas. E, porém, assim chamamos a cada uma dessas pessoas sem que tenhamos de saber, dos seus mesteres, mais do que aquilo que se vê ao largo. Apenas e só porque se torna evidente o quão diversas são as suas qualidades em comparação com os demais colegas de profissão.
Por que razão, então, hão-de estar os futebolistas isentos desta forma de tratar? Não será, isso sim, um preconceito infantilizante? Um qualquer tipo de chuteiras e equipamento do FCP não é um cepo por ser branco, preto, castanho, amarelo ou cor-de-rosa às riscas. É cepo porque, não obstante ser muito melhor no que faz do que os que aqui se sentam no andaime para mamar umas minis e expelir uns gases, é evidentemente incapaz de desempenhar a sua função de forma proficiente. No fundo, pode ser chamado de cepo porque o ser-se cepo não olha a raças, credos ou géneros, olha apenas a uma bola que foge dos pés como (dizem) o diabo foge da cruz.
Tal como as palavras me começam a escapar da mente, substituídas por esta mágica sonolência a que, finalmente, me abandono, como um esteio. Sabeis o que é um esteio? Assim daqueles mesmo grandes? Pronto, é assim que aqui fico, até amanhã, em que outros esteios se erguerão.


* Gabriel, Garcia e Marques são, obviamente, os três neurónios que preenchem o meio-hipocampo no esquema táctico-sináptico deste que aqui divaga.

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segunda-feira, 16 de março de 2020

 

Conversas no Andaime S2 EP16: dentro da casa de arrumos

Bom dia Coronas,


Os pedreiros estão proibidos de trabalhar e nem conseguem avaliar as obras dos outros, porque essas também elas estão encerradas.

Assim sendo, fomos para a casa de arrumos, abrimos os tintos, as cervejas e o Gin e valeu tudo.

Por isso, e numa só palavra, ALENITCHEV madafukers!

Podia repetir o aviso habitual de NSFW ou cuidado com as crianças, mas já deve estar tudo pirado da cabeça, portanto safoda, ouçam como quiserem.







Fiquem em casa seus cabrões!

Picareta Oceano
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sexta-feira, 6 de março de 2020

 

Ecos do Twitter - BCool a dizer cenas

O nosso mui estimado trolha menos trolha do podcast, teve uma intervenção no Twitter que muito me agradou. Nem pelo tom calmo e ponderado de raiva contida pela responsabilidade de ser a voz da razão.

Com a devida autorização, segue abaixo a sequência:

Estou a considerar seriamente deixar de ver os jogos do Benfica do Lage. Na época passada, desiludiu-me pois no final de Março, início de Abril, percebi que nunca seria um treinador de posse, mas sempre de transição. No entanto, Félix ia conseguindo ligar o jogo e com o boost da saída de Rui Vitória, conseguiu criar uma dinâmica positiva que levou merecidamente o Benfica ao título.
Porém, com a saída de Félix tudo se começou a desmoronar. Primeiro tentou adaptar um avançado centro à posição de segundo avançado para substituir o Félix como jogador de Ligação. Resultado, a aposta em Seferovic que esbanjava ocasiões, acabou por levar à desmoralização de um avançado que apesar de uma meia má época saiu pelo "mesmo" valor do que foi gasto no seu passe. Aceitando ser mais um treinador do Seixal, aceitou que as laterais tenham como [suplentes] jogadores da formação que, apesar do potencial, não demonstram dominar os conceitos básicos (contenção e cobertura) em termos defensivos.
Acontece, que ao contrário da formação, o Benfica joga com equipas que atacam regularmente e ao terem que jogar, as suas carências são claramente expostas. E são expostas, porque colectivamente a equipa é muito fraca em termos de organização e transição defensivas. Com as constantes lesões de Almeida, Tomás Tavares tem sido queimado em fogo vivo, porque a equipa não defende colectivamente.
Actualmente, o Benfica está sem confiança e por isso desperdiçou várias oportunidades até Lage ter decidido, mais uma vez, amputar a equipa. Meter 2 avançados centro, tirando o médio mais esclarecido, Weigl, é só idiota. A equipa embalada ainda durou 5 minutos depois desta substituição, mas o Moreirense percebeu que tinha a oportunidade de sair com perigo pois o equilíbrio que Weigl conferia à equipa, perdeu-se. Grimaldo, Rafa e Pizzi apresentam desempenhos muito abaixo do que podem e sabem. Perante as dificuldades, o Benfica limita-se a centrar como se não houvesse amanhã, sem critério nem inteligência.
O grave, é que desde o Porto que repete a brincadeira, são já 4 os jogos e ainda não teve quaisquer resultados, mas insiste. Enquanto treinador, para mim, é uma enorme desilusão. Já não é solução, é o problema. Lage tem que sair (...).
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quarta-feira, 4 de março de 2020

 

Obra Adjudicada por uso Capião: Dominó de Substituições à Lage

A obra açambarcada hoje foi publicada no magnífico blog Benfiquista Ontem Vi-te no Estádio da Luz.

Há uns dias analisei o jogo com o Shakhtar e nessa análise destaquei alguns posicionamentos e individualidades que me saltaram à vista.
Algo de que não falei foram das substituições. Ponderei falar mas tinha o foco noutras situações, até porque as mexidas de Lage no decorrer de 90 minutos já têm sido motivo de vários debates.
Mas hoje terei de falar disso. É que ontem o Benfica empatou com o Moreirense na Luz e assim perdeu a liderança e o maior destaque do jogo é sem dúvidas as substituições de Bruno Lage.
Já é recorrente. Já perdemos demasiados pontos em jogos em que Bruno Lage parece simplesmente sabotar qualquer tipo de reacção da equipa.
Como é que é possível que este treinador tenha uma ideia tão arcaica do jogo? Como é que é possível que Bruno Lage, sim Bruno Lage (!!!), seja um treinador que desvaloriza de forma tão drástica a qualidade de um futebol apoiado e as vantagens da exploração do espaço interior? Como é que possível que Bruno Lage tenha sempre como solução - para jogos com resultados desfavoráveis - a largura das alas e o bombeamento de bolas para a área?
São vários jogos já a recorrer a essa “filosofia” e ontem foi miseravelmente à descarada.
Vejamos. O Benfica tem um problema no processo defensivo? Tem. Contudo o Moreirense nem estava particularmente interessado em atacar e muito menos em pressionar a nossa primeira ou segunda zona de construção. Fizemos 45 minutos onde fomos superiores. Sem brilhantismo, sem esmagar, mas fomos superiores. Taarabt a fazer um jogão nas suas incursões pelo centro do terreno, Weigl finalmente a aparecer em terrenos que lhe são mais favoráveis - portanto mais avançado e mais próximo da construção de jogo. Foi o nosso forte na primeira parte, aquilo que Taarabt, Weigl e até o Pizzi nos estavam a oferecer num futebol criativo, de apoios e de bola no pé. Fomos a zero para o intervalo. Entrámos por cima do jogo. Com o Tomás mais solto e a aparecer com maior frequência no ataque e na área adversária. Mais velocidade com bola e na decisão, maior pressão, linhas mais juntas. Foram 15 minutos de grande superioridade encarnada.
Apesar da superioridade, apesar de termos o Moreirense encostado às cordas, apesar de estar claramente a cheirar a golo encarnado na Luz, Bruno Lage, com mais de meia hora para jogar, desespera. Começa a panicar. E assim faz o que faz sempre e lança um ponta de lança para a molhada.
A opção de colocar um segundo ponta de lança em campo de forma a abrir as marcações de uma equipa tão recuada não é nenhum absurdo. O desespero é a ideia por detrás da mexida.
Tira um médio e coloca um ponta de lança fixo. Mais um homem preso entre os centrais. Com isto tira obrigatoriamente algum jogo criativo e de progressão em apoios à equipa. Com isto passa a mensagem que começou a hora do chuveirinho. E para piorar tira quem? Weigl. Portanto não só esta substituição retira um criativo do jogo entrelinhas fazendo-o recuar – Taarabt – como ainda faz sair do jogo aquele que estava a ser o principal apoio à posse.
A ter de escolher entre Samaris e Weigl, Bruno Lage escolhe Weigl. E até poderia ser uma opção de cautela defensiva – apostando em maior risco ofensivo optaria por um único médio mais agressivo sem bola. Mas Samaris tinha amarelo. Logo foi uma escolha de estilo de jogo - entre um médio de progressão em apoios pelo jogo interior e um jogador de lançamentos longos, Bruno Lage optou por um bombardeiro no meio-campo.
Este foi o primeiro passo de Bruno Lage para sabotar a vitória e a liderança encarnada. Logo depois surge o golo do Moreirense e aí Bruno Lage entra numa total espiral depressiva.
Com pelo menos 25 minutos para darmos a volta ao resultado, Bruno Lage acredita que a única solução da equipa é abdicar totalmente do jogo interior e passar a lateralizações e lançamentos longos.
Assim a primeira reacção de Lage ao golo sofrido foi tirar Rafa. Apesar de não estar na melhor forma Rafa é craque. O Benfica tem de criar oportunidades de golo e Bruno Lage decide tirar o Rafa. E isso para lançar Cervi, um jogador ofensivamente muito inferior. E nem é só de qualidade individual que se fez esta substituição. Não. A opção de Lage passa por tirar um jogador de ataque que constantemente procurar os espaços interiores para progredir e incorporar na área, e no seu lugar colocar um outro jogador que irá manter a equipa mais aberta, que se irá posicionar lá na ala esquerda na procura do espaço para cruzamentos – seus ou do lateral. Sim, até Grimaldo nesta ideia de Lage é obrigado abdicar do seu ponto forte, incursões pelo centro, para jogar colado à linha.
Não satisfeito e continuando nesta sua ideia, três minutos depois Lage comete mais um pecado.
Para última substituição Bruno Lage tira Taarabt. Atenção, o Benfica tem de marcar dois golos e depois de tirar Rafa do jogo tira Taarabt. O marroquino não só estava a ser o melhor em campo como é também o jogador mais criativo e talentoso do plantel. Se havia jogador capaz de descobrir e criar espaços de incursão na área, tanto para si como para os seus companheiros, esse jogador era Taarabt. Pois bem, Bruno Lage retira Taarabt do jogo e diz que foi por o marroquino se estar a agarrar demasiado à bola. Pois, Bruno Lage não queria bola no pé, queria bola batida para o ar.
E o dominó continua a tombar. É que esta mexida não só nos retira o mais talentoso e melhor em campo como ainda faz recuar Pizzi. Mais uma vez se repete a premissa da primeira substituição - Bruno Lage não quer um jogador de condução mas sim um jogador mais apto a bater bolas. E assim Pizzi é retirado da zona onde faz a diferença - próxima dos avançados e das zonas de finalização - e é arrastado para um meio-campo a dois com instruções de baterem longo.
Mas e quem entra? Quem é o ás de Bruno Lage para a reviravolta no marcador? Sim foi Jota. O que raio tem dado Jota a este Benfica para ser ele a opção? Jota entra e é logo encostado à direita. E eu pergunto: Jota não é aquele jogador que actua preferencialmente no lado esquerdo para puxar a bola para dentro? É. E o “para dentro” é o problema. Então Jota é encostado à direita. Bem aberto à direita. E é isto que Lage faz à equipa.
Somos melhores. Estamos melhores. Temos boas exibições e estamos a cheirar o golo.
Tudo isso a jogar com a seguinte equipa:
Dois centrais que batem na frente mas ambos capazes de jogar entrelinhas se tiverem apoios. Dois médios a dar posse de bola à equipa – tanto pela recuperação como pela sua qualidade com bola. Um de futebol mais longo e outro de futebol em apoios. Um trio de médios mais ofensivos muito criativos e a explorarem o espaço interior. Dois laterais com possibilidades de subirem aproveitando este posicionamento dos 5 médios em futebol mais interior. E um ponta lança, um homem golo, um homem a tentar usufruir do espaço que todos os outros lhe podiam ir criando.
E Lage decide mudar tudo drasticamente:
Retira o jogo interior. Assim tem em campo dois defesas para baterem longo, e dois médios para... baterem longo. Dois laterais bem abertos e colados à linha a dar abertura. Dois extremos bem abertos e colados à linha a dar abertura. Dois pontas de lança presos junto aos defesas a procurar espaços de finalização.
Bate, corre, abre, centra. Bate, corre, abre centra.
E foi assim que Bruno Lage sabotou mais uma reacção da equipa. Foi assim que Bruno Lage voltou a provar que não sabe o que está a fazer a este nível. Foi assim que Bruno Lage continuou a provar que não sabe o que a equipa faz bem nem o que a equipa faz mal. Foi assim que Bruno Lage se voltou a apresentar.
Uma dor.
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

 

Cada dia de Sporting são 7 de Benfica

Estimado Rogério e Frederico,


Quando António Guterres renunciou ao cargo de primeiro-ministro após a derrota nas autárquicas os requisitos formais para a sua destituição por terceiros não estavam cumpridos, nem pela forma, nem pelo conteúdo.

O que o Guterres "leu" foi um descontentamento generalizado por parte da população, percebeu que o que estava em causa era um juízo negativo do seu mandato e pôs-se a andar para ser irrelevante noutros cargos (com grande sucesso, diga-se).

Vimos no passado fim de semana o melhor do Sporting, um pavilhão cheio a apoiar uma equipa de futsal com todo o fervor clubístico que torna o Sporting tão especial.

Vimos também, paradoxalmente, uma manifestação plena de Sportinguismo, de todas as idades e sexos, a manifestar-se publicamente contra a actual direcção.

Estes eventos enchem-me o coração: "Ainda não estamos mortos. Ainda".

Depois vi o pior, a agressão ao Miguel Afonso e à filha, de 16 anos apenas.

Mas a minha opinião é a seguinte:

1) Quando tens uma larga base de adeptos a pedir para ver as filmagens (algo que não é correcto, mas que até eu pedi), desconfiando da credibilidade dessa agressão, algo não está bem na relação entre sócios e direcção;

2) Quando tens 3000 pessoas a aplaudir o futsal e outras tantas no exterior do espaço a pedir a demissão do presidente, algo não está bem na relação entre sócio e direcção;

3) Se mentimos de forma contínua, seja sobre "dificuldades de tesouraria" ou outra coisa qualquer, se somos constantemente apanhados nessas mentiras e perseveramos nesse caminho, algo não está bem na relação entre sócios e direcção;

Quando vemos este amor ao Clube expressado de tantas formas e nada, NADA desse amor é dirigido à direcção, deveria haver lugar à demissão dos corpos sociais e à marcação de eleições.

Eleições essas onde gostaria de ver o Rogério e o Frederico novamente a concorrer. 
Finalmente veríamos se estes orgãos sociais são amados ou apenas irrelevantemente Guterristas.

Cada dia de Sporting são 7 do Benfica.




Picareta Oceano
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

 

Conversas no andaime S2 EP13: os 4 desiludidos

Boa noite picaretas,


O Moussas é gerontófilo, atrasou o início do Podcast por estar a ver uma velha senhora decrépita.

Entretanto jogou-se a taça da Liga para apurar o Campeão de Inverno, cujo vencedor foi o Sporting de Braga, coroando o novo Rei do treino em Portugal, o Ruben Amorim.

Entretanto o Moussas e o Oceano estão de rastos com a qualidade futebolística dos seus respectivos clibes

O Benfica iniciou a jornada da Liga Nos e levou uma rabecada dos nossos comentadores de serviço, para não variar.

Somos os 4 desiludidos e o Alexandre Dumas nunca escreveu sobre nós.





Como sempre, NSFW


Picareta Oceano
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Conversas no Andaime S2 EP12: um devaneio de 12 minutos

Estimado Picaretas,


Com um atraso provocado por uma falha técnica, colocamos à vossa disposição este episódio gravado no Domingo, dia 19.

Analisamos o derby, favorável ao Benfica e assistimos a um meltdown do Oceano, provocado pelo melhor ano de sempre do seu clube.




Como sempre, NSFW.



Picareta Oceano
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

 

Conversas no Andaime: S2 EP11 - Tá Turbinada

Bom dia estimados picaretas,


Decidimos, mais uma vez, inovar.

Face à mediocridade do Futebol por cá praticado, optámos pelo ecletismo musical, de Nirvana a Ana Malhoa, passando pelo "Tetas da cabritinha".

Trabalhamos para a expansão de horizontes, para a verdadeira discussão dos factores que movem a motivação humana e sua felicidade.

Somos o João Paulo Sartre, se ele fosse cantor Pimba. Ou talhante. E vivesse em Cuba, no Alentejo profundo.

Como sempre, ouvir com cautelas, não vá o patrão pensar que sois desocupados.








Picareta Oceano
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

 

Conversas no Andaime S2 EP10: #FutebolComTalento

Bom dia estimados Lampiões, Lagartos e Andrades,


Em dia de clássico a maralha juntou-se e decidiu espalhar magia sobre os mais diversos acontecimentos.

Era suposto ser sobre o Vitória-Benfica, o Sporting-Porto mas acabamos, como em quase todas as nossas obras, por derivar para outras coisas. Porque podemos.

Oceano, Robocop, Moussa e BCool receberam mais um convidado sonante, o grande Pass_To_Play do twitter, renomado analista de futebol e conhecido por ser forreta, foi pedir a devolução do dinheiro gasto para ver o Sporting-Porto. Estranho, tanta foi a qualidade demonstrada que a justificação só pode ser agarrado ao dinheiro.


Ainda assim, com todos os insultos possíveis e imaginários, escalpelizamos estes dois jogos, atribuímos os prémios Pica D'Aço e pedimos novamente a demissão de Frederico Varandas.

Tudo isto em menos de 3 horas, o que é meritório.

Aqui ficam os links:





Como sempre, tirem as crianças de perto deste chavascal.

Picareta Oceano
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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

 

Picas de Aço 2019

Boa tarde Estimados picaretas,

Quase chegados a 2020, vamos ao 2º ano dos prémios Pica D'Aço, que premeia o que de melhor tem a nossa Liga: os enormes penedos que os clubes se permitem ter nos seus planteis.

Sem mais demoras, anexamos o a nossa lista de premiados, estou certo de que vocês vão adorar:

GR
-Miguel Silva (Vitória Guimarães)
-Renan Ribeiro (Sporting CP)

DD:
- Nuno Tavares (SLBenfica)
- Renzo Saravia
- Ilori (Sporting)

DC:
- Neris (Boavista)
- Ricardo Costa (Boavista)
- Pepe (Porto)
- Ilori (Sporting)

DE:
- Cristian Borja (Sporting)
- Ilori (Sporting)

MCs
-Fejsa (SLBenfica)
-Samaris (SLBenfica)
- Danilo (Porto)
- Eduardo e Doumbia (Sporting, 2 não valem 1)

MD
- Manafá (Porto)
- Jovane Cabral (Sporting)

ME
- Franco Cervi (Benfica)
- Yannick Bolasie (Sporting)

AV
-Seferovic (SLBenfica)
-Marega (FCPorto)
- Jese (Sporting)

Treinadores:
- Lito Vidigal (Boavista)
- Qualquer treinador Careca (com excepção do Guardiola)

Feliz 2020 para todos os adoradores de cepos.


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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

 

Conversas no Andaime S2 EP09: O episódio CCB

Boa tarde estimados picaretas,


Este episódio, tal como o grandioso CCB, vê a luz do dia com muito tempo de atraso.

É igualmente o episódio mais incorrecto de sempre. Por isso, se pertences à geração Snowflake, vai ouvir outra coisa qualquer que isto é para gente que não se ofende com facilidade.

Como sempre, NSFW e afastem as crianças desta putaria sem vergonha.






Picareta Oceano
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

 

Homens Demolidores

Foi uma grande vitória a que o Benfica conseguiu no Bessa mas impõem-se que se comecem os elogios por outro lado.

Comecemos pois por justamente homenagear o Boavista e o seu treinador Lito Vidigal. Como se sabe a mística aqui do Estaleiro fazemos questão de elogiar as picaretas futebolísticas do nosso futebol. Depois do que se viu ontem, o nosso silêncio para com o que o Boavista faz seria só injusto.

Poucas equipas terão em tempos recentes conseguido conjugar tal mistura de desprezo pelo jogo e pela integridade física do adversário como este Boavista e nesse sentido uma palavra amiga para a dualidade de critérios que Jorge "Super Dragão" Sousa demonstrou ao longo de toda a partida. Quando vemos o que o Boavista faz em campo e vemos que estão em 5º na tabela classificativa pensamos que merda de Liga é a nossa e quão protegido é este bando de hooligans? É de todo inaceitável que este Boavista a jogar desta forma acabe partidas com 11 em campo. Até 10 é inacreditável, mas a julgar pelo que Jorge Sousa mostrou ontem, a realidade deve ser mesmo essa e o ex-super dragão deve estar longe de ser o único conivente com esta espécie de MMA na relva.

Quanto ao jogo foi uma vitória justíssima da única equipa que procurou jogar futebol. E se noutras ocasiões o termo futebol teria de ser interpretado num sentido mais abrangente, como por exemplo futebol americano, neste caso é mesmo do desporto rei que falamos.

O Benfica começou bem a querer jogar e a ver todas as suas saídas a serem assassinadas à partida por entradas com graus de periculosidade variante, mas que ora passavam em claro ora nem admoestação mereciam. E o espanto maior nesta fase é como a equipa se recusava a alinhar no cruzabol tão presente em vários momentos negros. Aliás, a jogada rápida em que Vinnie Golos abre o marcador mostra uma saída rápida, um passe longo (e não um chutão para a frente) e uma recepção e finalização de exxxcelência. Sim, meti três xizes só para mostrar o quão pornográfica foi a jogada! O único espanto para todos os que seguiam a partida é como o árbitro não anulou o golo para assinalar uma falta sobre Cervi.

Com o golo de vantagem o Benfica remeteu então ao modo "dar uma hipótese". A verdade é que aquele modo de chutão na frente fez uma aparição e os neandertais do Bessa chamaram-lhe um figo. Com o jogo a ser remetidos aos duelos físicos por bolas pelo ar, veio ao de cima a vontade bovina dos do Bessa marrarem em tudo o que fosse vermelho. E sujeito a transições rápidas por perdas de bola evitáveis, as fragilidades do processo defensivo do Benfica vieram ao de cima e são ilustradas na jogada do golo do empate.

A verdade é que aquela seria a quarta, para não dizer sexta ou séptima, vez que o Boavista tentava aquela jogada. Chamar a equipa do Benfica para a sua esquerda, bola longa num extremo bem aberto, Tomás Tavares sem uma gotinha de noção, extremo para dentro, Pizzi batido pelo seu movimento, Ruben Dias a por dois avançados em jogo e Ferro a controlar aquela gaja boa na bancada, Vlachodimos a não medir bem os tempos de saída e golo fácil do Boavista.

Na segunda parte e a perder, porque um empate naquelas condições era uma derrota, o Benfica voltou ao modo jogar à bola. Só que mais uma vez, depois da vantagem, o Benfica entra em modo oferecer jogo ao adversário. Durou pouco no entanto. Após um susto ou outro, lá voltou a normalidade e os pitbulls adversários já não tinham a frescura do início da partida.

Terá sido a melhor partida em tempos recentes, mas isso diz mais da merda que temos andado a jogar do que propriamente termos feito um jogão. Com a equipa fora da Champions e tremida na Taça da Liga, a verdade é que Lage começa a entrar no modo que realmente gosta, o de ter poucas coisas por que lutar e nos cingirmos apenas aos mínimos olímpicos. Alimenta, mas não satisfaz.

+

+ Vinnie Golos. Golos. Movimentações. Bem ligado com os colegas. É isto que se diz por aqui de Vinicius desde os 5 minutos que fez na primeira jornada. Se Lage lesse mais o Estaleiro, sofríamos todos menos.

+ Taraabt. Fundamental a dar equilíbrio na hora de defender, primeiro construtor de jogo, como gostamos de boa construção por gajos gordos e amigos da pinga, temos de o meter aqui. Mas muito contrariados! ;)

+ Chiquinho. Tanta porrada levou. Tanta, tanta, tanta porrada levou, porque só assim aqueles calhaus com pernas do Bessa é que conseguiam travar a magia que traz. Elo perfeito entre Pizzi e Vinnie Golos, quem quer futebol no jogo do Benfica gostará dele. Ganha o lugar aqui a Pizzi pela porrada que levou.


Tomás Tavares. Foi mau que dói. Lá para o fim lá teve uma ou duas incursões pelo meio campo das batatas de xadrez que fazem alguns esquecer que nunca soube controlar o seu lado na hora de defender, e passou a maior parte do jogo a não dar soluções no ataque. Nota-se que passou da piscina dos pequenos para o lago dos tubarões. É para evitar merdas destas que há uma equipa B. Está na merda colectiva que dá origem ao golo da vantagem Trauliteira.

Jorge Sousa. Que real monte de esterco com um apito na boca. Dualidade de critérios aberrante, a perdoar uma expulsão por vermelho directo e, a fazer fé no critério para amarelar jogadores do Benfica, mais umas quantas por acumulação. O seu critério para arbitrar faltas do Boavista foi assim: se é só falta não marca, se é para amarelo assinala, se for para vermelho dá amarelo.

Lito Vidigal. Equipas que não jogam como este Boavista não joga, deviam ser corridas para o campeonato do Inatel. Não me fodam. Elogiar Lito Vidigal é não ter noção.
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domingo, 1 de dezembro de 2019

 

De Vinnie Goals a Gabriel, o Otário

Muitos Benfiquistas terão descoberto esta semana, por entre o golo ao Leipzig e o hat-trick ao Marítimo, que Carlos Vinícius é de facto reforço e os 17 milhões que se retiram da habitual chapa do carrossel correspondem a um efectivo reforço do plantel. O tipo de dinheiro que, no fundo, quem pede que haja investimento no plantel defende. Claro que ajuda estar a ser comparado com Seferovic, um tipo que tem mais buracos nos pés que um queijo Suíço, mas a verdade é que o Brasileiro apresenta o mesmo tipo de movimentos e definição com bola desde a primeira jornada, em que marcou com poucos minutos em campo.

A titularidade de Vinícius, se virar moda face à indisponibilidade do Emmental, afigura-se como uma má notícia para os adversários domésticos. Especialmente se a isso juntarmos o entendimento que Pizzi e Chiquinho começam a apresentar. É que foi sob o signo desta tripla que se construiu uma vantagem e um atropelo aos insulares que fazem com que o mais distraído se tenha esquecido que, quando Vinicius assiste Pizzi para o primeiro golo fazia sentido dizer que o golo surgiu contra a corrente do jogo. Sim foi aos 8 minutos, sim foi na Luz, mas até então quem tinha mandado no jogo era o Marítimo, que tinha inclusivé conseguido em duas ocasiões entrar na área do Benfica com perigo e facilidade. Menos de 10 minutos depois os papéis invertem-se. Nova jogada no lado direito do ataque do Benfica e Pizzi assiste Vinnie Goals. E o jogo verdadeiramente acabou aqui. O Marítimo morreu animicamente e o Benfica cresceu, aposto tudo no lado direito e com toda a naturalidade chega ao terceiro golo, num centro rasteiro de Pizzi que o Guarda-Redes Maritimista não consegue segurar nem desviar e depois alguma infelicidade de um defesa que não consegue impedir o remate de Vinicius de se alojar na malha lateral. Festa nas bancadas e um manto de amnésia colectiva sobre o que se passara a meio da semana em Leipzig.

Ao intervalo, com o jogo arrumado, Lage decide dar descanso a Almeida, que não teve nada que fazer a nível defensivo, e mantém Gabriel em campo. Esta permanência vai ser importante. Não pelo resultado, que ainda seria aumentado com naturalidade, mas pelo que são os sinais preocupantes de incapacidade de Lage em gerir a equipa e o banco. Gabriel, a meio da primeira parte, havia levado um cartão amarelo por uma entrada desnecessária e fora de tempo. Não estava a conseguir ligar jogo. Não estava a conseguir recuperar bolas. A presença de Gabriel em campo servia fundamentalmente para o trabalho de Taraabt parecer bom. E se Gabriel acabaria por ser expulso por uma outra falta extemporânea, excessiva e desnecessária, ninguém pode em abono da verdade dizer que ficou surpreendido com isso.

Continuando a jogar com menos 1, o Benfica continuou a controlar o jogo e a falhar algumas ocasiões. A sensação que a partida estava arrumada estava firmemente presa na mente dos 22 jogadores em campo e no Benfica todos queriam picar o ponto. Pena não se ter chegado a uma daquelas de dois dígitos, mas ficamos com os 4 que dão a ilusão que somos grandes. Como se viu a meio da semana, na piscina dos grandes não passamos de um Vizela...

+

+ Pizzi. Capitaneou o meio campo, assistiu por duas vezes Vinicius, abriu o marcador a passe do Brasileiro, ajudou a fechar o flanco direito e ainda deu uma mãozinha no meio campo. Havia sido fundamental em Leipzig, sendo o de facto lateral direito nesse jogo, e manteve a sua preponderância em evidência nesta partida. É o verdadeiro barómetro do futebol Benfiquista.

+ Vinícius. O Vinnie Goal da equipa, está para as balizas adversárias como Vinnie Jones estava para as pernas dos adversários. Ponta de lança a fazer lembrar algumas lendas, com presença de área. Não é só encostador, tendo uma noção de colectivo que lhe permite fixar adversários e combinar com colegas.

+ Chicaraabt ou Taraaquinho. Ia meter aqui só Chiquinho. Esteve nas jogadas que deram golo mas revela que quer ele próprio um e está com demasiada ânsia para isso. Foi dele o primeiro sinal de perigo e foi um grande remate dele que dá origem ao quarto da equipa. Só que com a expulsão de Gabriel Taraabt merece uma menção. Já em Leipzig, onde somou uma assistência e meia, havia sido o elemento de ligação entre defesa e ataque, e aqui, num jogo onde teve mais espaço e tempo para jogar, assumiu que a Liga Portuguesa é um aquário à sua medida. Recuperou bolas e armou jogo de uma forma tal que ninguém deu pela falta de Gabriel. Em abono da verdade, também não se estava a dar pela presença...


– Gabriel. Desde que renovou contrato e começou a ostentar aquele cabelo à foda-se que tem sido um manifesto futebolístico. Um manifesto intitulado "deixem o Tino jogar". Ou "deixem o Dantas jogar". Ou, "até aqui o Robocop gordo fazia mais que tu". Já em Leipzig não ajudou, e ontem só se deu por ele em dois momentos, a saber, quando levou o primeiro amarelo e quando levou o segundo. Não sei se será do penteado ou do contrato, mas é cortar aquele penacho à chapada e ver se melhora. Se não melhorar era mesmo do contrato, e isso é preocupante.

– Bruno Lage. Parece ter imensas dificuldades em perceber o que se passa. O tempo de leva a reagir ao jogo é assustador. Perde a vitória histórica em Leipzig por não perceber o que todos viam, que o Benfica havia perdido equilibrio no meio campo quando Taraabt se esgotou. Ontem, com o jogo feito ao intervalo esteve animicamente bem em dar minutos a Tomás Tavares. Mas acaba por tirar um jogador que estava bem (Almeida, sem nenhum desafio defensivo) e deixar um que estava mal em campo. A lógica do não deixar cair ninguém é importante conquanto não se sacrifiquem os objectivos colectivos. Lage parece ter uma interpretação demorada do que se passa. Jota poderia, e depois do jogo de Vizela merecia, ter somado mais minutos. Tino acabar a semana sem minutos em campo é incompreensível face ao que se passa em campo.

– Cervi. Precisava de um nome para fazer um terceiro aspecto negativo. É negativo que esteja no plantel. É negativo que um jogador que acrescenta nada permaneça em campo o tempo que ele permaneceu, num jogo que estava acabado ao intervalo. A culpa não é dele é certo, mas como tal como Lage preciso dele para fazer número.
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domingo, 10 de novembro de 2019

 

Conversas no Andaime S2 EP08 - O Moussa foi cagar

Boa tarde picaretas,


Quando pensávamos que todos os assuntos estavam esgotados, descobrimos uma correlação perfeitamente comprovável entre o Efeito Borboleta e a ascensão da Cicciolina ao estrelato.

Estivemos igualmente a discutir de quem era a culpa do Lage ainda ser treinador do Benfica e continuamos na dúvida:

Opção 1) Sérgio Conceição
Opção 2) Luís Filipe Vieira


Nos entretantos falámos de quem joga pior, o Moussa foi cagar e nunca mais voltou e não percebemos se era para fugir às notas finais ou porque não quis ouvir o recém-criado coro do Estaleiro das Obras.






Como sempre, NSFW e afastem as crianças desta pouca vergonha.

Picareta Oceano
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terça-feira, 5 de novembro de 2019

 

Conversas no andaime: S2 EP07

Boa noite picaretas,

Num podcast bastante atípico, os picaretas decidiram fazer um concurso sobre qual dos actuais 3 grandes estaria a jogar pior.

Numa discussão pautada por elegância e urbanidade, decidimos, salomonicamente, que todos jogam uma valente merda.

Quem as pagou foi o Bareira, que decidiu ouvir e não participar em mais um festival de disparate, sendo mais insultado que o Bruno Lage, o Varandas e o Ceição. 

Quem consegue este desiderato chegará longe na vida:






Como sempre, NSFW e afastem as crianças deste antro.

Picareta Oceano



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